O Prazer do Gatilho: Jogos de Mundo Aberto com o Melhor Gunplay

Open-World Games With The Best Gunplay

Um bom jogo de mundo aberto não se sustenta apenas por um cenário envolvente ou atividades diversas. Para ser verdadeiramente memorável, ele precisa de um sistema de combate que seja ao mesmo tempo divertido e desafiador. Para os fãs de tiro em primeira e terceira pessoa, isso se traduz na qualidade do gunplay — a sensação de empunhar e disparar uma arma no ambiente virtual. Alcançar um gunplay em jogos de mundo aberto que seja realista e emocionante é uma tarefa árdua para os desenvolvedores, exigindo atenção a inúmeros detalhes para que cada tiro seja impactante.

Felizmente, ao longo dos anos, muitos títulos de mundo aberto conseguiram entregar uma experiência de tiro excepcional, elevando a intensidade e o prazer dos confrontos. Para aqueles que estão cansados de armas que parecem atirar ervilhas, o mercado oferece diversas opções com um gunplay fluido e envolvente, garantindo que cada embate seja eletrizante e memorável. Esta seleção foca apenas em jogos já lançados, garantindo uma lista de experiências completas e aclamadas pelos jogadores.

Menções Honrosas: Títulos de Destaque com Peculiaridades

Antes de mergulharmos na lista principal, é justo reconhecer alguns jogos que, embora notáveis pelo seu gunplay, foram excluídos por motivos específicos, geralmente relacionados à sua natureza de mundo aberto ou à inconsistência de seus sistemas. Eles merecem um lugar de destaque por suas qualidades individuais no combate.

  • Metro Exodus: Um jogo com combate lento, mas extremamente eficaz e tático. No entanto, grande parte da campanha não se desenrola em um verdadeiro mundo aberto, limitando sua inclusão aqui.
  • Halo Infinite: Como esperado de Halo, o gunplay é sólido e impecável. A ressalva fica para o mundo aberto, que não alcança o mesmo nível de excelência e imersão.
  • Saints Row: The Third: A jogabilidade de tiro não é das mais inovadoras ou refinadas, mas é inegavelmente divertida e caótica, proporcionando momentos de ação pura e descompromissada.
  • S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl: As armas podem ser inconsistentes, variando entre golpes e erros, o que, de certa forma, contribui para o charme e a identidade única do jogo em seu cenário hostil.
  • Sunset Overdrive: Embora o movimento e a agilidade sejam os grandes astros deste título, o gunplay também se mostra competente e divertido, complementando a ação frenética.
  • Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça: Mesmo com as críticas ao jogo como um todo, o gunplay é, em isolamento, aceitável. Contudo, não se alinha bem com a personalidade da maioria dos personagens, parecendo um encaixe forçado.

Rage 2

Um Shooter Caótico com Gunplay Contagiante

Open-World Games With The Best Gunplay

Embora Rage 2 não tenha repetido o sucesso estrondoso de seu antecessor, ele entregou o gunplay prazeroso e explosivo que se espera de um título da id Software. Além das animações de equipamento e recarga incrivelmente fluidas e visuais impressionantes, o jogo se destaca no design de armas pesadas, especialmente as escopetas e lançadores de foguetes, que proporcionam uma sensação de poder incomparável a cada disparo.

O aspecto de mundo aberto de Rage 2 acabou sendo um ponto fraco, com missões repetitivas e uma exploração pouco recompensadora. Contudo, a excelência do gunplay conseguiu manter o jogo atraente para quem buscava um shooter frenético e caótico, mais focado na ação ininterrupta do que em uma narrativa profunda ou um mundo diversificado. A sensação de controle e o impacto dos tiros são a verdadeira estrela aqui.

Far Cry 2

A Imprevisibilidade que Intensifica o Combate

Far Cry 2 ousou com seu sistema de armas de uma forma que poucos desenvolvedores se atreveram a replicar desde então. Essa abordagem singular garantiu que o gunplay tivesse um impacto profundo tanto no jogador quanto nos inimigos. A maioria das armas encontradas em Far Cry 2 são exemplares velhos e enferrujados, pouco usados, o que as torna instáveis, mas também incrivelmente explosivas quando o gatilho é finalmente puxado. O design de som é igualmente impressionante, com tiros ecoando por quilômetros enquanto se explora o vasto mundo aberto.

Uma mecânica inovadora introduzida por Far Cry 2 foi o travamento de armas, onde equipamentos antigos e sujos podiam falhar, engasgando as balas ou, em alguns casos, explodindo se usados por tempo demais. Esse sistema incentivava os jogadores a alternar constantemente suas armas, buscando exemplares mais novos e aprimorados. Enquanto todas as armas no jogo ainda transmitem uma sensação de impacto e poder, esse elemento de aleatoriedade as torna muito mais realistas, quase como um personagem próprio na dinâmica de combate. Embora Far Cry 2 seja notável por seu gunplay único, muitos consideram que Far Cry 5 oferece uma sensação de tiro ainda mais refinada e prazerosa.

Cyberpunk 2077

Um Arsenal Futurista com Armas de Ponta

A experiência de mundo aberto de Cyberpunk 2077, aguardada por tanto tempo, pode não ter correspondido às expectativas em seu lançamento inicial. No entanto, a CD Projekt RED nunca parou de trabalhar, e hoje, Cyberpunk 2077 é uma experiência icônica de mundo aberto que não decepciona os jogadores em termos de diversidade de combate e profundidade de seu gunplay. O estúdio soube inovar na criação de armas, transformando o combate em uma de suas maiores virtudes.

Cyberpunk 2077 vai muito além dos tipos de armas comuns, apresentando-as com um design cyberpunk elegante e introduzindo armas futuristas com mira automática que imergem os jogadores em tecnologias de ponta. Essa diversidade no arsenal é acompanhada por uma atenção significativa aos detalhes, garantindo que o jogador sinta uma diferença palpável ao usar cada arma. Quem pode ignorar a satisfação de empunhar a icônica pistola de Johnny Silverhand, com sua animação de recarga impecável e cheia de estilo?

Mafia 2

Armas Clássicas da Era de 1940 com Impacto Sonoro e Físico

Conforme Vito Corleone trilha seu caminho pelas ruas infestadas de crimes de Empire Bay em Mafia 2, ele se depara com um arsenal de armas mortais, incluindo várias versões da clássica Tommy Gun da década de 1950. Enquanto as pistolas regulares podem parecer um pouco sem graça, o revólver Magnum, desbloqueável no Capítulo 4, é muito mais gratificante de usar contra os inimigos, com um recuo substancial a cada tiro que o faz parecer verdadeiramente imparável. O gunplay aqui é notável pela sua fidelidade à época e ao peso das armas.

Embora existam apenas quatro metralhadoras e rifles no jogo, cada uma delas possui uma sensação muito distinta e única. A Thompson 1928, por exemplo, é de longe a mais divertida de usar, capaz de disparar quase um pente inteiro em velocidade relâmpago, enquanto entrega um coice notável no recuo. O fato de os inimigos não estarem sempre totalmente precisos em seus tiros e serem ligeiramente imprecisos contribui para que os tiroteios pareçam extremamente divertidos e realistas, adicionando imersão à experiência e enriquecendo o gunplay em jogos de mundo aberto com um toque de autenticidade.

Days Gone

Um Shooter de Zumbis de Mundo Aberto com Combate Robusto

Assim como o jogo em sua totalidade, o combate de Days Gone pode ser um tanto divisivo, e a diversão do jogador dependerá muito da importância que ele atribui a elementos como o peso da arma. Embora não ofereça a agilidade de outros shooters de mundo aberto, Days Gone se destaca por entregar armas impactantes e relativamente realistas. Não só os disparos são acompanhados por efeitos sonoros altos e satisfatórios, mas também causam um recuo que afeta Deacon, e consequentemente, o jogador.

Se você não busca esse tipo de combate, isso pode ser irritante; no entanto, funciona perfeitamente dentro do contexto da história de sobrevivência. Em comparação com outros jogos, a progressão de armas de Days Gone é significativa sem depender das estatísticas tradicionais. Armas iniciais são imprevisíveis, fracas e irritantes, mas o arsenal e o desempenho melhoram progressivamente ao longo da campanha, com as armas de fim de jogo reforçando a ideia de que você se tornou um pistoleiro muito mais capaz e resiliente.

Tom Clancy’s Ghost Recon Wildlands

Design de Áudio Imersivo e Combate Ágil

Os jogadores terão acesso a uma vasta gama de armas ao explorar o extenso mundo aberto de Ghost Recon Wildlands. Fica evidente que a equipe da Ubisoft dedicou tempo e esforço consideráveis para tornar cada uma delas o mais próximo possível de suas contrapartes da vida real. Embora os fuzis de assalto tenham cadências de tiro rápidas que podem derreter as barras de vida dos inimigos, eles também apresentam um recuo considerável, mantendo-os equilibrados, mas ainda muito poderosos de usar.

As metralhadoras leves, que geralmente são encontradas escondidas em caixas, proporcionam uma interessante relação risco-recompensa. Embora sejam muito fortes, pode ser bastante difícil manter a mira firme, exigindo bastante prática para serem usadas eficazmente. O som das armas também é impecável, com o ruído de uma bala passando zunindo ou ricocheteando em uma parede soando extremamente realista, resultando em tiroteios intensos e rápidos que são incrivelmente satisfatórios de participar e que elevam a experiência do gunplay em jogos de mundo aberto.

Borderlands 4

Variedade e Modificação de Armas Levadas ao Extremo

Borderlands 4 estreou com uma recepção majoritariamente positiva, embora sua reputação tenha sido um tanto confusa devido a um marketing peculiar. O jogo possui suas questões, e o design de níveis mais aberto é, sem dúvida, um de seus elementos mais fracos, muitas vezes diluindo a ação. Embora a Gearbox tenha evitado o termo “mundo aberto”, Borderlands 4 é, certamente, o mais próximo que a franquia já chegou de se encaixar no gênero.

Contudo, apesar de todas as suas falhas e aspectos frustrantes, Borderlands 4 acerta em cheio no seu gunplay. Borderlands 3 já havia representado um salto gigantesco nesse quesito, e seu sucessor (principal) constrói sobre essa base de forma magnífica. Enquanto o gunplay de BL3 era excelente no contexto da franquia, o de BL4 se compara favoravelmente à maioria dos shooters de mundo aberto, e estes últimos geralmente não vêm com bilhões de armas para o jogador experimentar.

Red Dead Redemption 2

A Maestria da Rockstar no Detalhe das Armas

A Rockstar é frequentemente aclamada como uma das maiores desenvolvedoras da indústria quando se trata de pequenos detalhes em seus jogos, e eles foram além em Red Dead Redemption 2 para tornar tudo, especialmente as armas, o mais real e crível possível. As armas neste jogo não são meros reskins; os jogadores perceberão imediatamente a diferença entre uma pistola e um revólver graças ao som e ao coice característico de cada arma, e isso se aplica em dobro a rifles e espingardas.

O que realmente eleva o gunplay de Red Dead Redemption 2 é o sistema de combate bastante único que o jogo incorpora. Embora siga uma fórmula de shooter em terceira pessoa relativamente direta, cada personagem, incluindo Arthur Morgan e seus inimigos, é projetado para ser bastante impreciso, especialmente ao atirar em movimento. Isso torna cada tiroteio incrivelmente imprevisível e dinâmico. Combine isso com uma quantidade impressionante de opções de personalização, e as armas se tornam divertidas de usar e de ajustar, contribuindo para um gunplay em jogos de mundo aberto que se destaca pela imersão.

Tom Clancy’s The Division 2

Arsenal Distinto e Combate Tático Aprimorado

Enquanto o primeiro jogo de The Division recebeu muitas críticas positivas por seu mundo aberto imersivo e sua jogabilidade viciante de looter shooter, o que muitos fãs também passaram a admirar foram as próprias armas, que proporcionavam uma sensação absolutamente incrível de usar. Os desenvolvedores intensificaram isso na sequência, especialmente agora que os inimigos são muito menos “esponjas de bala”, o que significa que o vasto arsenal de pistolas, rifles e escopetas parece muito mais forte e confiável de usar desta vez.

Os inimigos com inteligência artificial inteligente ainda estão longe de serem fáceis de derrubar, com muitos deles esperando o momento exato para sair da cobertura e atirar no jogador e sua equipe. Devido à facilidade com que a precisão pode ser perdida, os tiroteios podem rapidamente sair do controle para quem decidir atirar cegamente em um confronto. Dito isso, não importa se o jogador decide eliminar inimigos à distância com um rifle ou punir oponentes de perto com uma devastadora escopeta de cano duplo; todas as armas proporcionam uma sensação incrível de uso, sem serem excessivamente injustas ou desequilibradas.

Metal Gear Solid 5: The Phantom Pain

O Impacto Poderoso de Cada Disparo

Qualquer um que já tenha jogado os títulos da série Metal Gear Solid sabe muito bem o quanto Hideo Kojima é um entusiasta de armas, muitas vezes dedicando cenas inteiras em seus jogos para exibir uma única arma ou acessório. Ele não reserva essa paixão apenas para as cutscenes; a mesma atenção aos detalhes foi concedida às armas dentro do jogo, especialmente em Metal Gear Solid 5, onde as armas conseguem transmitir uma sensação assustadoramente realista e potente.

Como Snake passará a maior parte do jogo se esgueirando pelos alvos inimigos, ele só deve usar armas quando são absolutamente necessárias. No entanto, apesar disso, elas se mostram extremamente poderosas e soam absolutamente incríveis quando empunhadas. Como as áreas abertas do Afeganistão e da África apresentadas no jogo são tão silenciosas, cada bala ruge pelo céu como um canhão. O ato de disparar as armas é igualmente satisfatório, pois o recuo faz com que cada tiro pareça tão mortal quanto seu som sugere, consolidando o gunplay em jogos de mundo aberto de MGSV como uma referência.

Eduardo Reis

Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.
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