Divinity: Original Sin 2: 8 Dicas Essenciais para Iniciantes Desvendarem o RPG da Larian

Divinity: Original Sin 2 é um dos RPGs mais aclamados e ambiciosos da Larian Studios, mergulhando os jogadores em um universo fantástico onde a linha entre o divino e o mortal é tênue. Você assume o papel de um Feiticeiro, exilado por uma sociedade que o vê como responsável pela invocação dos Voidwoken, criaturas nefastas que semeiam a destruição. Este é um mundo rico em história, personagens complexos e desafios estratégicos que exigem mais do que apenas força bruta.
A jornada em Rivellon é vasta e repleta de segredos a serem descobertos, e para os novatos, pode parecer um pouco intimidadora. Embora parte da diversão seja desvendar os mistérios e as mecânicas por conta própria, algumas dicas podem fazer toda a diferença para uma experiência mais fluida e prazerosa desde o início. Pensando nisso, preparamos oito dicas essenciais para iniciantes em Divinity: Original Sin 2, cobrindo aspectos cruciais do jogo, desde a escolha da dificuldade até táticas de combate e itens indispensáveis.
Não Subestime a Dificuldade Explorador
A experiência de jogo em Divinity: Original Sin 2 é uma mistura rica de narrativa imersiva e combates táticos profundos. Enquanto a história principal se desenrola através de exploração e missões, as batalhas podem ser extremamente punitivas, especialmente se você for inexperiente no gênero ou no sistema de combate da Larian Studios. Optar pelo modo Clássico pode parecer tentador para quem busca um desafio logo de cara, mas para iniciantes verdadeiros, isso pode rapidamente levar à frustração e abandonar o jogo.
O modo Explorador, por outro lado, oferece uma curva de aprendizado mais suave sem comprometer a essência do desafio. Ele mantém todas as lutas e encontros do jogo, mas com ajustes que tornam os inimigos menos implacáveis. Isso permite que você se familiarize com as complexas interações de habilidades, elementos e posicionamento sem ser constantemente aniquilado, garantindo que a diversão e a imersão na rica narrativa de Divinity: Original Sin 2 prevaleçam sobre a dificuldade excessiva.
Memória: Um Atributo Tão Importante Quanto Força
Para quem está acostumado com RPGs, é comum focar em atributos “tradicionais” como Força, Destreza ou Inteligência para maximizar o dano ou a defesa. No entanto, em DOS2, o atributo Memória possui uma importância estratégica que muitos jogadores iniciantes podem negligenciar. Este atributo não influencia diretamente seus ataques ou defesas, mas é crucial para a versatilidade do seu personagem e da sua equipe.
A Memória determina o número de slots disponíveis para equipar habilidades e feitiços. Com o progresso no jogo, você desbloqueará uma vasta gama de poderes que podem exigir de um a três slots cada. Manter um nível adequado de Memória para cada membro da equipe garante que você possa utilizar as combinações de habilidades mais eficazes em combate, adaptando-se a diferentes situações e maximizando o potencial tático do seu grupo. Não se esqueça de alocar alguns pontos aqui ao subir de nível!
Dominando as Defesas para Otimizar Ataques
O sistema de combate em Divinity: Original Sin 2 é notavelmente profundo, e um de seus pilares é o conceito de escudos físicos e mágicos. Cada personagem, seja aliado ou inimigo, possui esses dois tipos de defesa, e a regra é clara: você só pode causar dano direto à saúde de uma unidade depois de esgotar completamente seu escudo correspondente. Ignorar essa mecânica pode levar a combates prolongados e ineficientes, pois ataques do tipo errado serão absorvidos pelos escudos.
Compreender essa distinção é fundamental para formular estratégias eficazes. Ataques físicos são ideais para quebrar escudos físicos, enquanto ataques mágicos são essenciais para escudos mágicos. A chave é coordenar seu grupo para focar em um tipo de escudo por vez, ou equilibrar o dano para quebrar ambos simultaneamente, dependendo da composição do seu time e dos inimigos. Ambas as abordagens podem funcionar, desde que você entenda e explore as defesas do adversário.
Movimento no Combate: Use Seus Pontos de Ação com Sabedoria
O sistema de Pontos de Ação (AP) é o coração do combate tático por turnos em Divinity: Original Sin 2. Cada ação, desde atacar com sua arma básica até conjurar um feitiço poderoso ou usar uma poção, consome uma certa quantidade de AP. O que muitos iniciantes não percebem é que o simples ato de se mover pelo campo de batalha também gasta esses preciosos pontos, o que pode ser extremamente frustrante quando você se vê com AP insuficiente para desferir aquele golpe decisivo porque teve que andar demais.
Essa “penalidade” de movimento eleva a importância de habilidades que permitem cobrir grandes distâncias ou reposicionar-se rapidamente gastando menos AP. Habilidades de mobilidade, como “Ataque Furtivo” (Backstabbing) ou “Investida Touro” (Bull Rush), tornam-se ferramentas valiosas, permitindo que seus personagens avancem, ataquem e ainda economizem AP para outras ações. Planejar o posicionamento de cada turno e priorizar habilidades de movimento pode ser a diferença entre a vitória e a derrota.

O Item Mais Importante: A Rede de Descanso
Em um mundo repleto de artefatos mágicos, espadas lendárias e armaduras encantadas, seria de se esperar que o item mais importante para um iniciante fosse alguma arma poderosa. Contudo, em Divinity: Original Sin 2, a humilde rede de descanso (bed roll) é, sem dúvida, um dos objetos mais valiosos que você pode adquirir, e é surpreendentemente fácil de perder no início. Diferente de poções, que são consumíveis e podem ser caras, a rede de descanso é um item permanente.
Com ela, você pode curar todos os membros da sua equipe para a saúde máxima gratuitamente, a qualquer momento fora de combate. Isso elimina a necessidade de gastar ouro em poções ou depender de habilidades de cura limitadas, economizando recursos e tempo preciosos. A melhor parte é que você pode encontrar mais de uma rede de descanso logo no começo do jogo, ainda dentro do navio. Certifique-se de pegar a sua e carregá-la sempre; ela será sua melhor amiga em Rivellon.
Negocie com Todos, Sempre
Sua jornada em Divinity: Original Sin 2 começa de forma humilde, como um prisioneiro despojado de tudo. No entanto, ao chegar em Fort Joy, você terá a oportunidade de começar a construir sua fortuna através do comércio. Embora o sistema de troca seja fundamental para adquirir equipamentos, habilidades e poções, o jogo não o explica de forma aprofundada, o que pode deixar muitos iniciantes confusos sobre como e com quem negociar. A boa notícia é que a maioria dos NPCs com quem você interage está aberta a trocas.
Para identificar um mercador, basta prestar atenção no canto superior esquerdo da caixa de diálogo: um ícone de bolsa aparecerá se o personagem estiver disposto a negociar. Mesmo que algumas conversas ofereçam explicitamente a opção de “ver os produtos”, isso nem sempre é necessário. Basta iniciar a conversa e, se o ícone estiver lá, abrir o menu de comércio para vender itens indesejados e comprar o que precisar. Negociar é a forma mais consistente de garantir que sua equipe esteja bem equipada e preparada para os desafios futuros.
Elfos e a Memória da Carne: Um Recurso Único
Em Divinity: Original Sin 2, os Elfos não são apenas uma raça com longevidade e agilidade; eles possuem uma característica cultural e biológica única que os diferencia e lhes confere uma vantagem extraordinária: a capacidade de consumir carne de seres mortos e reviver suas memórias. Embora possa parecer uma prática macabra à primeira vista, essa habilidade é incrivelmente útil e pode mudar o curso de suas missões e a construção do seu personagem.
Ao ingerir uma parte do corpo de um cadáver, um Elfo pode acessar fragmentos de memória do falecido, revelando informações cruciais para a progressão de missões, desvendando segredos ocultos ou até mesmo aprendendo novas habilidades. Essa característica é exclusiva da raça Elfo, o que torna a inclusão de um Elfo em sua equipe altamente estratégica. Recrutar Sebille, por exemplo, garante que você tenha acesso a essa poderosa ferramenta de investigação e desenvolvimento de personagem desde as fases iniciais do jogo, adicionando uma camada extra de profundidade à sua exploração.
Não Pule a Missão de Gawin em Fort Joy
Fort Joy é a área inicial de Divinity: Original Sin 2, e embora muitos jogadores possam sentir a urgência de escapar de lá o mais rápido possível, completar a missão secundária de Gawin é um desvio que vale a pena. Gawin, um colega Feiticeiro, pode ser encontrado no andar de baixo, no lado oeste da entrada da Praça. Ele oferece uma oportunidade de obter um item crucial para a fuga e para sua mobilidade no futuro: um teletransportador.
A missão de Gawin envolve enfrentar algumas criaturas, o que pode ser um desafio considerável para uma equipe com poucos recursos e baixo nível. No entanto, com um planejamento cuidadoso e uma boa estratégia de combate, é totalmente possível superá-los. O teletransportador obtido como recompensa não só auxilia na sua fuga de Fort Joy, mas se torna uma ferramenta versátil para mover seus personagens durante o combate ou a exploração, permitindo acesso a áreas antes inalcançáveis e abrindo novas possibilidades táticas. É um investimento de tempo inicial que rende muitos dividendos ao longo de sua aventura.
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