Arkane Studios: Ranking dos Seus Melhores Jogos Imersivos

Best Arkane Studios Games

A Arkane Studios, ao longo de mais de duas décadas, consolidou sua reputação como uma desenvolvedora de videogames mestra na criação de mundos profundos e experiências imersivas. Embora a produção dos últimos seis anos tenha sido um tanto inconsistente, a qualidade e a inovação de títulos como Dishonored, Prey e Dark Messiah of Might and Magic garantiram um legado positivo e duradouro para o estúdio. Atualmente, a expectativa gira em torno de Marvel’s Blade, um projeto ambicioso que promete ser o maior lançamento da empresa em termos de alcance, ainda sem data definida.

Enquanto aguardamos, mergulhar nos jogos da Arkane Studios é uma excelente forma de apreciar o trabalho que a tornou uma referência no gênero de “immersive sim” e de revisitar as raízes de sua maestria em gameplay furtivo e poderes sobrenaturais. Para esta lista, o jogo mobile KarmaStar não foi incluído, visto que não está mais disponível no mercado.

Wolfenstein: Cyberpilot – Uma Aventura VR Curta e Marcante

Mergulho Rápido na Realidade Virtual Nazista

Best Arkane Studios Games
Best Arkane Studios Games

A colaboração da Arkane com a franquia Wolfenstein ocorreu em um período de certa instabilidade para a saga, mas ainda assim gerou títulos de valor. Enquanto o estúdio contribuiu para Youngblood, assumiu a liderança no desenvolvimento de Cyberpilot, uma experiência de realidade virtual lançada em 2019 que passou relativamente despercebida. Apesar de sua curta duração, este jogo oferece uma visão única do universo Wolfenstein sob a perspectiva da Arkane.

Os jogadores assumem o controle de mechas icônicos da franquia da MachineGames, explorando uma Paris ocupada pelos nazistas ao longo de quatro níveis. Cyberpilot prioriza a imersão e o estilo característicos da realidade virtual, ainda que seu sistema de combate seja mais simplificado, o que limita o incentivo a múltiplas jogatinas. Contudo, para quem busca uma experiência concisa de cerca de duas horas com elementos de sigilo e tiroteios em primeira pessoa no ambiente VR, Cyberpilot entrega um entretenimento sólido e bem executado.

Wolfenstein: Youngblood – Uma Missão Cooperativa com Altos e Baixos

Combate Sólido em Meio à Repetição da Campanha

Best Arkane Studios Games

Se Cyberpilot foi uma distração lateral, Youngblood se aproxima mais de uma sequência completa de Wolfenstein 2, embora não atinja o mesmo patamar de excelência de The New Colossus ou The New Order. A narrativa se passa algumas décadas após o segundo jogo e acompanha as filhas de Blazkowicz em sua busca pelo pai, naturalmente repleta de confrontos contra hordas de soldados e robôs nazistas.

O combate em Youngblood é competente, beneficiando-se da base sólida de seu predecessor. No entanto, o restante da experiência se mostra mais irregular. A estrutura da campanha tende à repetição, e a introdução de níveis de inimigos no estilo RPG frequentemente resulta em confrontos alongados e pouco dinâmicos. Além disso, o enredo é consideravelmente esquecível e sem grandes reviravoltas, especialmente quando comparado às narrativas marcantes dos títulos anteriores da era reboot da MachineGames.

Redfall – A Saga dos Vampiros que Lutou para Encontrar Sua Luz

Da Decepção Inicial à Redenção Gradual

Desenvolvido pela filial de Austin da Arkane, a mesma equipe por trás de Prey, Redfall prometia ser um shooter de vampiros com a assinatura do estúdio: um cenário intrigante e um sistema de combate que mescla tiroteios com habilidades sobrenaturais. Contudo, o lançamento foi marcado por uma série de problemas, indo além da controversa trava de 30 FPS no Xbox Series X, que se tornou um detalhe menor diante das falhas mais profundas.

A história se desenrola na cidade homônima, invadida por vampiros. Os jogadores escolhem entre quatro personagens jogáveis, cada um com uma classe única, com a missão de libertar a cidade das garras do Hollow Man e de outros deuses vampíricos. Embora a premissa fosse promissora – uma mistura de terror sobrenatural com elementos de guerra de facções –, o enredo sofre com uma apresentação simplista que empobrece os personagens e o mundo que habitam.

A jogabilidade apresenta pontos positivos, como um arsenal de armas sólido e funcional, mesmo que nem todas sejam igualmente empolgantes. No entanto, o combate é prejudicado por controles que podem parecer lentos e uma inteligência artificial inimiga inconsistente, que por vezes age de forma errática. Visualmente, Redfall não impressiona, o que seria mais aceitável se tantos outros elementos não soassem inacabados.

Após um lançamento conturbado, a Arkane lançou a atualização 2.0, que corrigiu muitas das falhas iniciais, incluindo a taxa de quadros e a IA. O patch da Atualização 3 representou outro passo importante, transformando a experiência em algo muito superior à infame versão de estreia. Atualmente, Redfall é um exemplo aceitável de jogo de tiro em mundo aberto, ainda que não se compare aos melhores do gênero. Embora não seja um título que se deva buscar a todo custo, para quem tem uma assinatura Game Pass e tempo livre, pode oferecer algumas horas de entretenimento.

Arx Fatalis – A Estreia Ambiciosa que Definiu a Arkane

Um Immersive Sim Pioneiro com Alma

A trajetória da Arkane Studios revela uma consistência notável em sua visão de design, e seu título de estreia, Arx Fatalis, é um testemunho ambicioso disso. Este RPG em primeira pessoa se desenrola em um mundo subterrâneo, onde o calor do sol se tornou uma memória distante, desafiando os jogadores a sobreviver e explorar. Como é comum em estúdios emergentes, o jogo apresenta alguns pontos de “crescimento”, como um combate divertido, mas um tanto desajeitado, e missões ocasionalmente enigmáticas.

Contudo, Arx Fatalis já exibia as qualidades que fariam da Arkane uma desenvolvedora tão querida: a prioridade na liberdade do jogador, evidenciada pela personalização da construção do personagem e pelo design de níveis não restritivo. O jogo também inovava com um sistema de magia engenhoso, que envolvia a combinação de runas para conjurar feitiços. Embora Deus Ex tenha chegado um pouco antes, Arx Fatalis foi um dos primeiros e mais influentes exemplos de um “immersive sim”, incentivando os jogadores a experimentar soluções criativas para os desafios. Quase todo o mundo do jogo é tangível e interativo, elevando a imersão. A campanha habilmente evita tutoriais excessivos, preferindo que os jogadores descubram os segredos e mecânicas por conta própria, algo que ressoa com a filosofia dos jogos da Arkane Studios. Mesmo com sua idade, Arx Fatalis permanece um clássico cult, apenas se posicionando mais abaixo nesta lista por ser um gosto adquirido para públicos mais modernos.

Dark Messiah of Might and Magic – Onde o Combate é Rei

Ação Tática e Brutal no Coração de Ashan

Dark Messiah of Might and Magic talvez seja o título mais desafiador da Arkane para classificar, pois, em muitos aspectos, é um dos seus lançamentos menos polidos. O jogo apresenta uma história um tanto fraca e sem grandes revelações, uma crítica que raramente se aplica a outras produções do estúdio. O reino de Ashan, em 2006, já era considerado genérico, e o tempo pouco fez para torná-lo mais cativante.

Apesar dessas ressalvas narrativas, Dark Messiah é uma recomendação fácil devido ao seu sistema de combate excepcional, que se compara favoravelmente até mesmo aos lançamentos posteriores da Arkane. Este RPG em primeira pessoa é um verdadeiro simulador de combate, garantindo que os jogadores tenham à disposição todas as ferramentas necessárias para criar momentos de ação memoráveis, tanto literal quanto figurativamente, com um foco único na interação ambiental para eliminar inimigos de formas criativas.

Deathloop – Quebrando o Ciclo: Estilo e Repetição na Ilha de Blackreef

Uma Aventura Cheia de Ação com um Toque Roguelike

Deathloop coloca os jogadores na pele de Colt, um assassino preso em um ciclo temporal que só pode ser desfeito após eliminar oito alvos específicos em um único dia. O desafio é intensificado pela presença de outra assassina que persegue o protagonista, podendo até ser controlada por um segundo jogador. Embora não seja desprovido de enredo, Deathloop pende mais para a ação direta do que a maioria dos jogos da Arkane Studios, especialmente seus títulos da década de 2010.

O jogo é construído sobre um sistema de combate que integra o melhor dos projetos anteriores da desenvolvedora, combinando tiroteio, furtividade e habilidades especiais desbloqueáveis. A mecânica do loop temporal é bastante indulgente, encorajando os jogadores a testar diferentes abordagens e a coletar informações sobre cada alvo para as jogadas futuras. Apesar de brilhante em muitos aspectos, Deathloop pode ser uma experiência polarizadora, já que sua natureza inerentemente repetitiva pode levar ao tédio após certo tempo. Além disso, a inteligência artificial dos inimigos, por vezes inconsistente, torna-se mais perceptível a cada reinício do ciclo.

Dishonored: Death of the Outsider – O Fecho de um Ciclo Fantástico

Billie Lurk e a Caçada ao Forasteiro

A experiência de Death of the Outsider, a expansão independente de Dishonored 2, dependerá muito das expectativas do jogador. Comparado a outras entradas da série, este projeto oferece menos opções de construção de personagem e estilos de jogo. Os jogadores encarnam Billie Lurk em um papel mais definido, com menos margem para experimentação do que em Dishonored 2. A expansão é centrada nas três habilidades principais de Billie, disponíveis desde o início e que não sofrem grandes alterações ao longo da campanha. Sem um sistema de Caos, a motivação para uma jogada pacifista é reduzida, embora ainda seja uma opção válida.

A abordagem mais focada de Death of the Outsider pode desagradar alguns fãs de longa data de Dishonored, mas essa decisão criativa tem suas vantagens. Por exemplo, a expansão apresenta alguns dos designs de fases mais coesos e inteligentes da Arkane, otimizados para um número menor de abordagens possíveis. O sistema de combate também foi refinado para encorajar um uso mais livre das habilidades de Billie, resultando na jogabilidade mais fluida da série Dishonored. Billie é uma personagem excelente, com uma personalidade bem definida, um passado complexo e motivações humanas, transcendendo a mera fantasia de poder. Apesar da ausência de um medidor de moralidade, Death of the Outsider ainda oferece escolhas narrativas significativas e com consequências marcantes.

Dishonored – O Marco Zero da Imersão e Escolha

Corvo Attano e o Nascimento de um Clássico

Dishonored catapultou a Arkane Studios para o cenário mundial e, para muitos, ainda representa o ápice de suas realizações. A campanha segue Corvo Attano, guarda-costas da Imperatriz de Dunwall, falsamente acusado de seu assassinato. Ele então embarca em uma jornada de vingança e redenção para limpar seu nome. Narrativamente, Dishonored se destaca como uma das obras mais fortes da Arkane, com o estúdio realizando um trabalho fantástico ao desenvolver não apenas seu protagonista e personagens de apoio, mas também ao construir um mundo cativante que convida à exploração e múltiplas jogatinas.

Dishonored enfatiza a flexibilidade em seus mapas e missões. Os jogadores têm total liberdade para escolher sua abordagem preferida, podendo optar por uma carnificina brutal ou por uma tática furtiva e pacifista. Essa liberdade de escolha não só enriquece a experiência individual, mas também incentiva múltiplos desfechos, já que o jogo oferece diferentes finais. Embora ainda aceitável, o combate de Dishonored é considerado um dos pontos menos fortes da Arkane, mas isso se deve principalmente à sua idade e ao avanço tecnológico nos anos seguintes.

Dishonored 2 – A Evolução Perfeita da Fórmula Imersiva

Karnaca: Um Palco Vibrante para Duas Lendas

Mecanicamente, Dishonored 2 aprimora quase todos os aspectos que funcionaram em seu predecessor. Após uma breve introdução, os jogadores podem escolher entre dois protagonistas: o retorno de Corvo ou a própria Imperatriz, Emily Kaldwin. Embora suas mecânicas centrais sejam semelhantes, ambos gradualmente desbloqueiam habilidades únicas que os distinguem. Consequentemente, Dishonored 2 é talvez o jogo mais rejogável da Arkane, já que tanto Corvo quanto Emily suportam uma vasta gama de estilos de jogo, garantindo que os fãs dos jogos da Arkane Studios encontrem sempre algo novo.

Enquanto a trama narrativa principal, embora decente, não atinge as alturas de Dishonored ou Arx Fatalis, o mundo de Dishonored 2 compensa magnificamente. O jogo se passa principalmente em Karnaca, uma cidade deslumbrante, vibrante e adaptável, repleta de narrativa ambiental explícita e sutil. Mais importante, Karnaca funciona maravilhosamente como um “sandbox”, encorajando os jogadores a forjarem suas próprias identidades e a explorarem cada canto com criatividade. No geral, esta entrada é considerada por muitos como o melhor jogo da série Dishonored.

Prey – A Obra-Prima Máxima da Arkane Studios

Talos I: O Universo Imersivo da Estação Espacial

Prey lança os jogadores em uma estação espacial desolada e infestada por uma ameaça alienígena. Com pouco contexto inicial e direções amplas, os jogadores embarcam em uma jornada intensa, vertiginosa e inesquecível, que habilmente equilibra elementos de ação, furtividade e terror. Prey adota um ritmo deliberadamente mais lento em comparação com outros projetos da Arkane, uma decisão que intensifica a natureza atmosférica e perturbadora do cenário.

Talos I, a estação espacial, é frequentemente aclamada como o maior “sandbox” da Arkane, e essa afirmação não é feita levianamente. Embora possa ser desorientador no início, Talos I é projetada de forma magistral e, por vezes, se assemelha a um quebra-cabeça expansivo que exige soluções cuidadosas. Como as habilidades mais interessantes são desbloqueadas apenas algumas horas após o início, o combate de Prey leva um tempo para engrenar totalmente; no entanto, uma vez que o faz, torna-se incrivelmente divertido e dinâmico. Mais importante, o jogo confia plenamente no jogador para desvendar sua história, oferecendo ferramentas para experimentar, mas raramente impondo uma única solução. Todas as habilidades possuem múltiplos usos e recompensam a criatividade, inspirando momentos em que algo que parece impossível acaba funcionando. Embora não apresente um sistema de moralidade explícito, as melhorias humanas e Typhon em Prey têm um impacto notável, alterando profundamente a essência do protagonista e a forma como o jogo se desenrola, solidificando seu lugar como um dos melhores jogos da Arkane Studios.

Eduardo Reis

Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.
Story: Modern Warfare 4 chega em 23 de outubro para PS5, Xbox Series e Switch 2 Story: Valve reajusta preços do Steam Deck OLED por conta do aumento em memória e armazenamento Story: 007 First Light é lançado mundialmente e IO Interactive agradece aos fãs Story: Temporada 3 de Battlefield 6 revela armas, mapas e modo ranqueado Story: Hotfix de Starfield corrige quedas no PS5 Pro; patch para PS5 chega na semana que vem
Story: Modern Warfare 4 chega em 23 de outubro para PS5, Xbox Series e Switch 2 Story: Valve reajusta preços do Steam Deck OLED por conta do aumento em memória e armazenamento Story: 007 First Light é lançado mundialmente e IO Interactive agradece aos fãs Story: Temporada 3 de Battlefield 6 revela armas, mapas e modo ranqueado Story: Hotfix de Starfield corrige quedas no PS5 Pro; patch para PS5 chega na semana que vem