Mundfish não vai integrar IA generativa às suas ferramentas por enquanto

Atomic Heart 2, The Cube Developer Isn’t Integrating Generative AI in its Tools
Imagem: Divulgação / Reprodução

A desenvolvedora Mundfish afirmou que está de olho em avanços como o DLSS 5, mas não pretende incorporar ferramentas de IA generativa em sua rotina de produção no momento. A empresa considera a tecnologia promissora e fará avaliações contínuas para entender possíveis benefícios aos jogadores. Internamente foram realizados estudos sobre redes neurais e automação na pré-produção, mas a conclusão atual é manter os fluxos de trabalho sem integração diária desses recursos. A decisão busca preservar o fluxo criativo da equipe enquanto monitora a evolução técnica.

Posição sobre IA generativa

O CEO e diretor do estúdio explicou que a temática da inteligência artificial tem gerado muitas opiniões divergentes dentro da indústria. Eles reconhecem que a IA pode acelerar iterações e reduzir tempo em fases iniciais de projeto, mas também levantam preocupações sobre dependência e impacto criativo. Por isso, após ampla pesquisa interna, a Mundfish optou por não adotar ferramentas generativas nos pipelines de produção neste momento. A postura é avaliar com cautela, sem fechar a porta para adoções pontuais no futuro.

Equilíbrio entre tecnologia e criatividade

A equipe afirma acreditar na importância de equilibrar avanços tecnológicos com o trabalho humano criativo, vendo a IA como ferramenta, não substituta. Mesmo reconhecendo vantagens práticas, a desenvolvedora confia na capacidade criativa do time para alcançar resultados expressivos sem uso contínuo de IA. Ao mesmo tempo, mantém monitoramento ativo das novidades para entender quando e como integrar inovações de forma responsável. A expectativa é que várias empresas adotem algumas formas de IA, mas com abordagens e limites próprios.

O que esperar de Atomic Heart 2

Atomic Heart 2 segue em desenvolvimento e foi confirmado para PC e consoles, com uso do Unreal Engine 5 na produção. A história do segundo jogo será nova e de escala global, trazendo de volta o protagonista Agent P-3 em algum papel dentro da narrativa. Mundfish também promete sistemas de progressão mais profundos, com árvores de habilidades integradas ao mundo para que escolhas façam sentido na experiência, não apenas adicionem complexidade. Ainda não há janela de lançamento definida, mas o estúdio continua atuando no aperfeiçoamento técnico e narrativo.

The Cube e próximos passos do estúdio

Além do sequel, a Mundfish trabalha em um shooter MMO ambientado no mesmo universo, chamado The Cube, sobre o qual poucos detalhes foram revelados até agora. O projeto gira em torno de uma estrutura flutuante misteriosa que aparece repentinamente e desencadeia fenômenos perigosos, elementos que já receberam pistas em conteúdos anteriores relacionados ao universo do jogo. O estúdio mantém o mistério sobre mecânicas e formato final, focando em expandir o lore enquanto preserva a ambição técnica das produções. A estratégia é acompanhar novas tecnologias, mas priorizar a identidade criativa dos títulos.

Eduardo Reis

Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.
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