10 Jogos de Tiro em Primeira Pessoa Retrô Que Ainda Valem a Pena Jogar
O gênero de tiro em primeira pessoa mudou radicalmente desde os anos 90 e início dos anos 2000. Hoje temos battle royales, jogos de extração e experiências multiplayer em massa, mas os clássicos que moldaram o FPS continuam vivos e ainda oferecem diversão de sobra. Separamos aqui 10 jogos com mais de 20 anos que marcaram gerações e permanecem relevantes. A lista segue do mais novo para o mais antigo, para mostrar a evolução do gênero ao longo do tempo.
1 – Halo: Combat Evolved (2001)

Quando foi lançado junto ao primeiro Xbox, Halo não apenas ajudou a vender consoles, como também redefiniu o padrão dos FPS nos videogames. Criado pela Bungie, trouxe campanhas cinematográficas, mapas memoráveis de multiplayer e uma ficção científica que daria origem a uma das maiores franquias da história dos games. Halo mostrou que consoles podiam competir com PCs em termos de jogabilidade de tiro. Foi também um marco no uso do controle dual-analógico para FPS, algo que virou padrão desde então.
2 – Medal of Honor (1999)

Produzido pela DreamWorks Interactive sob supervisão de Steven Spielberg, Medal of Honor trouxe a Segunda Guerra Mundial para os consoles de forma cinematográfica. Foi um dos primeiros jogos a mostrar que videogames podiam misturar entretenimento e narrativa histórica. Ele também abriu espaço para o surgimento da série Call of Duty alguns anos depois, que herdaria muito de sua fórmula. No PS1, impressionava pelo nível de realismo e atenção aos detalhes, algo raro na época.
3 – Turok 2: Seeds of Evil (1999)

Um dos títulos mais ousados do Nintendo 64. Diferente dos FPS militares, Turok 2 mergulhava em um universo de ficção científica e caçada de dinossauros. Suas fases gigantes, arsenal criativo e inimigos desafiadores o tornaram inesquecível. O destaque vai para a arma Cerebral Bore, que perfurava o crânio dos inimigos — um dos armamentos mais marcantes da história dos games. O jogo ganhou uma versão remasterizada pela NightDive Studios, que recuperou a jogabilidade clássica para plataformas modernas.
4 – Half-Life (1998)

Criado pela Valve, Half-Life mudou para sempre a narrativa nos videogames. Em vez de cutscenes, a história era contada em tempo real, mantendo o jogador imerso. Sua inteligência artificial era avançada para a época, e o equilíbrio entre combate e resolução de enigmas criou um novo padrão para os FPS. Foi também um jogo que estimulou a cultura dos mods, dando origem a títulos como Counter-Strike e Day of Defeat, que se tornariam gigantes por conta própria. Hoje, a versão Black Mesa é a forma mais recomendada de revisitá-lo.
5 – GoldenEye 007 (1997)

Criado pela Rare para o Nintendo 64, GoldenEye 007 revolucionou o multiplayer local. Foi o primeiro FPS a conquistar o público de console com seu modo tela dividida, gerando memórias eternas em sessões com amigos. A campanha, além disso, expandia o enredo do filme e recriava momentos icônicos de James Bond. GoldenEye também mostrou que jogos baseados em filmes podiam ser excelentes, contrariando a tendência de adaptações ruins. Hoje, a versão moderna disponível em consoles permite redescobrir essa joia sem sofrer com o controle esquisito do N64.
6 – Star Wars Jedi Knight: Dark Forces II (1997)

Esse título da LucasArts misturava FPS clássico com elementos inovadores, como um sistema de moralidade que alterava a história e as habilidades do personagem. Além do tiroteio, permitia empunhar sabres de luz e usar a Força, oferecendo uma das experiências mais completas já vistas em um jogo de Star Wars. Foi também um dos primeiros a explorar o formato de cutscenes em FMV (full motion video) com atores reais, algo que reforçava sua identidade cinematográfica.
7 – Quake II (1997)

Seguindo os passos de Doom, a id Software lançou Quake II com gráficos totalmente 3D, consolidando o salto tecnológico iniciado pelo primeiro Quake. Aqui, os cenários góticos foram substituídos por uma estética de ficção científica, introduzindo os alienígenas Strogg. O jogo não apenas popularizou o engine Quake II, usado em diversos outros títulos, como também ajudou a solidificar o multiplayer online em PCs, sendo precursor do que viria a ser o eSports. A versão remaster de 2023 trouxe o clássico de volta com gráficos modernizados.
8 – Heretic (1994)

Criado pela Raven Software com o apoio da id Software, Heretic era descrito como “Doom com magia”. Além de armas mágicas e ambientação sombria, trouxe inovações técnicas como inventário e a possibilidade de mirar verticalmente. Foi um dos primeiros FPS a misturar elementos de RPG com o tiro em primeira pessoa, abrindo espaço para experiências híbridas que se tornariam comuns nos anos seguintes. Heretic teve sequência em Hexen, e rumores recentes apontam para um possível retorno da franquia.
9 – Doom (1993)

O divisor de águas. Doom não inventou o FPS, mas estabeleceu seu padrão e popularizou o gênero. Criado pela id Software, o jogo não apenas inovou em jogabilidade rápida e agressiva, como também se tornou um fenômeno cultural. Ele foi distribuído como shareware, permitindo que milhões de jogadores experimentassem o título gratuitamente, impulsionando sua popularidade. Doom também foi alvo de controvérsias, sendo acusado de violência excessiva nos anos 90, o que o colocou no centro do debate sobre games e censura. Mesmo assim, seu impacto ainda é sentido em praticamente todos os shooters lançados desde então.
10 – Wolfenstein 3D (1992) – Menção Honrosa

Embora a lista comece oficialmente com Doom, não dá para ignorar Wolfenstein 3D, lançado um ano antes. Criado também pela id Software, é considerado o “avô dos FPS”. Foi ele que introduziu a fórmula básica do gênero: corredores labirínticos, inimigos para derrotar e um arsenal crescente. Sem Wolfenstein, Doom provavelmente nunca teria existido.
A trajetória dos FPS entre 1992 e 2001 mostra não apenas a evolução técnica dos videogames, mas também o impacto cultural que esses jogos tiveram. De arenas góticas a guerras mundiais, passando por sabres de luz e aventuras de James Bond, cada título aqui deixou sua marca. Revisitar esses clássicos hoje é muito mais do que nostalgia: é revisitar a própria história dos videogames.
Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.