Ex-funcionários refutam co-diretor do DOOM sobre situação da id Software

Vários funcionários atuais e antigos da id Software discordaram publicamente das declarações do co-diretor Hugo Martin, que afirmou que o estúdio não foi “nerfed and gutted” após as demissões em massa da Xbox. Fontes anônimas disseram que os comentários minimizam as contribuições de quem foi desligado e que a percepção interna é de perda significativa de equipe. As falas reacenderam discussões sobre como as empresas comunicam cortes ao público e aos próprios times. A resposta também reacende dúvidas sobre os impactos no desenvolvimento de projetos em andamento.
Entre as críticas está a ideia de que reduzir o quadro pela metade equivaleria, sim, a um “nerf” para a capacidade de produção do estúdio. Uma fonte afirmou que a equipe do DOOM ficou “metade aqui, metade descartada”, e que isso não pode ser apresentado apenas como um ajuste operacional. O tom das falas internas indica ressentimento com a narrativa pública adotada pela direção.
Contexto do desenvolvimento do DOOM (2016)
Fontes lembram que o desenvolvimento do DOOM (2016) foi longo e difícil, com múltiplas reviravoltas até o lançamento final. O projeto passou por um reboot conhecido (DOOM 4) e somou cerca de sete anos de trabalho, período marcado por episódios de crunch extremo. Para concluir a produção, houve um aumento grande de contratações em 2013–2014, incluindo a integração de parte da equipe da Crytek responsável pelo motor. Além disso, o estúdio contratou suporte externo, como 21 pessoas da Escalation Studios e cerca de 140 desenvolvedores via Certain Affinity na época.
Números e alcance dos cortes
Relatos indicam que as demissões na id Software afetaram aproximadamente 50% do quadro da equipe, enquanto Hugo Martin afirmou que o estúdio ainda conta com cerca de 50 funcionários. As dispensas fazem parte de um pacote maior que atingiu cerca de 1.600 vagas na divisão Xbox, segundo reportes sobre a onda inicial de cortes. A CEO Asha Sharma também confirmou planos de novas reduções, com mais 1.600 cortes previstos até o fim do ano fiscal atual, o que amplia a dimensão das mudanças na empresa-mãe. Esses números ajudam a contextualizar por que ex-funcionários reagiram tão fortemente às declarações públicas.
Reações internas e legado
Ex-funcionários apontam que a saída massiva de pessoal reapresenta um padrão de turnover que já existiu no passado, entre 2010 e 2011, e que exigiu contratações em massa anos depois para salvar projetos críticos. Há também críticas ao fato de que profissionais que trabalharam horas além do seguro foram incluídos nos cortes, segundo relatos. Para muitos, a forma como a empresa trata a memória do trabalho desses times influencia a moral dos que permaneceram. A disputa entre narrativa oficial e relatos internos pode afetar recrutamento e confiança futura na gestão.
O que vem a seguir
Martin garantiu que a tecnologia id Tech continua ativa graças a equipes em Frankfurt e na MachineGames, e que o estúdio pretende compartilhar novidades quando autorizado. Ainda assim, fontes internas dizem que será preciso tempo para avaliar como os cortes impactarão cronogramas e escopo de projetos futuros. A comunidade e analistas de mercado devem acompanhar anúncios oficiais por sinais de retomada de contratações ou redirecionamento de equipes. Até lá, a divergência entre declarações públicas e relatos internos permanece como ponto central do debate.
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Com informações de Gamingbolt
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