Avaliando as DLCs de Pokémon: Do Pior ao Melhor Conteúdo Extra

A evolução da franquia Pokémon trouxe mudanças significativas na forma como os jogadores expandem suas aventuras. Antigamente, uma nova versão do jogo base, como Pokémon Platinum após Diamond e Pearl, implicava recomeçar do zero e gastar novamente o valor integral do jogo. Essa prática, embora rendesse algumas das edições definitivas de suas regiões, como Emerald ou Black 2 e White 2, era bastante inconveniente para quem desejava apenas continuar sua jornada com os Pokémon já treinados.
Felizmente, desde 2019, a Game Freak adotou o modelo de Conteúdo para Download (DLC), permitindo aos treinadores explorar novas sub-regiões e histórias sem a necessidade de um novo save. Com esse sistema, a progressão do jogo base se integra naturalmente às novas áreas, eliminando a árdua tarefa de transferir Pokémon um a um. Hoje, vamos classificar todas as DLCs de Pokémon lançadas até agora, do pior ao melhor, para descobrir qual delas oferece a experiência mais enriquecedora e quais deixaram a desejar.

All of Pokemon's DLC ranked, from best to worst
Imagem: Divulgação / Reprodução

5. A Ilha da Armadura

A Ilha da Armadura representa a primeira incursão da franquia Pokémon no universo das DLCs para jogos da série principal, o que, de certa forma, justifica sua posição modesta nesta lista. Em termos de conteúdo, a expansão é relativamente simples e direta. Os jogadores são levados a uma nova ilha onde treinam o Pokémon Mítico Kubfu, com a possibilidade de evoluí-lo para as formas Single Strike ou Rapid Strike Urshifu, escolhendo entre diferentes estilos de batalha.
Além de Kubfu e suas evoluções, a DLC introduz algumas novas formas Gigantamax para os Pokémon iniciais de Kanto e Galar, e poucas outras criaturas, como Galarian Slowpoke, Galarian Slowbro e Zarude, que, na minha opinião, não são particularmente inovadoras. A Ilha da Armadura também apresenta o Sparring Restrito, a Cram-o-matic e uma missão secundária de Digletts de Alola. Contudo, essas atividades tendem a agradar mais aos jogadores que gostam de “grindar” por horas a fio, e menos ao público casual. Ainda assim, a própria Ilha da Armadura é um local interessante para explorar, mesmo que não seja a região mais bem desenhada entre as DLCs de Pokémon.

4. Dimensão Mega

A DLC Dimensão Mega de Pokémon Legends: Z-A, um título futuro, apresenta tanto pontos fortes notáveis quanto falhas significativas, posicionando-a como uma expansão para os jogadores mais dedicados da franquia. Esta DLC promete adicionar uma quantidade considerável de tempo de jogo a Pokémon Legends: Z-A, sendo uma recomendação fácil para fãs que adoram a caça por Pokémon Shiny, especialmente com a introdução dos “donuts brilhantes” que facilitam essa busca. A Dimensão Mega também oferece uma história sólida, um chefe final marcante e diversas interações memoráveis com personagens ao longo da jornada.
Por outro lado, esta é, sem dúvida, a DLC mais focada em “grind” que Pokémon já lançou, um aspecto que espero não se repita no futuro. Hyperspace Lumiose soa como uma desculpa para evitar a criação de áreas fora da Cidade de Lumiose, e mesmo dentro dela, o número de bolsões de hiperepaço únicos para explorar é bastante limitado. Os jogadores se veem explorando as mesmas áreas repetidamente, apenas com diferentes Pokémon disponíveis. Essa repetição, combinada com a barra de Pesquisa Hiperespacial e a quantidade absurda de pontos necessários para avançar na história, torna a DLC entediante rapidamente. Apesar de ter dedicado mais de 100 horas a ela, considero-a mediana. É importante notar que as DLCs de Pokémon geralmente possuem orçamentos significativamente menores que os jogos base, o que pode explicar a escala reduzida do conteúdo. Contudo, um ponto positivo a ser destacado é a disponibilização de muitos Pokémon Míticos pela primeira vez sem a necessidade de eventos, como Meltan e Melmetal, uma tendência que espero que continue, com a inclusão de Victini, Zarude, Celebi e Deoxys no futuro.

3. A Máscara Turquesa

A primeira DLC de Pokémon Scarlet e Violet, A Máscara Turquesa, oferece uma experiência bastante agradável. Ogerpon se destaca como um dos Pokémon Lendários mais cativantes, não apenas pelo seu design único e memorável, mas também por ser tratado como um personagem com profundidade, e não apenas uma criatura lendária genérica. Outros designs notáveis incluem Dipplin, Poltchageist, Sinistcha e Bloodmoon Ursaluna, este último sendo um Pokémon único apesar de não ser categorizado como Lendário.
Infelizmente, A Máscara Turquesa também introduz Okidogi, Munkidori e Fezandipiti, que, em minha opinião, são alguns dos Pokémon Lendários mais sem graça e esquecíveis já criados. Embora Okidogi seja o mais forte do trio, os outros parecem bastante fracos para sua condição de Lendários. A única nova funcionalidade verdadeiramente notável desta DLC é o Ogre Oustin’, que, novamente, provavelmente não manterá o jogador casual interessado por mais do que alguns minutos. A região de Kitakami é uma área interessante para explorar, cheia de segredos, e embora Pokémon Scarlet e Violet funcionem bem no Nintendo Switch atualmente, o desempenho não era ideal quando esta DLC foi lançada pela primeira vez no Switch original. Apesar de seus visuais não serem os mais impressionantes, com muitas texturas planas e rochas, a exploração em Kitakami ainda proporciona momentos de diversão.

2. O Disco Índigo

Minhas expectativas para O Disco Índigo eram altas, e em alguns aspectos, elas foram atendidas. Em outros, no entanto, a DLC ficou aquém do esperado, especialmente após o chefe final e o desfecho fantásticos de Pokémon Scarlet e Violet; a narrativa de O Disco Índigo não conseguiu entregar o mesmo nível de impacto. Dito isso, os novos designs são, em sua maioria, muito sólidos: Archaludon, Gouging Fire, Raging Bolt, Terapagos, Pecharunt e, especialmente, Hydrapple, todos possuem visuais impressionantes e são ótimas adições ao jogo. Embora Iron Boulder e Iron Crown também sejam interessantes, os designs de Pokémon Paradox do futuro tendem a ser menos criativos para mim.
O Disco Índigo introduz uma série de funcionalidades úteis, desde a Máquina de Itens até a Máquina de Sincronia. Além disso, o Terarium se apresenta como a área exclusiva de DLC mais legal na história de Pokémon. A premissa de um terrário gigante no meio do oceano já é intrigante, mas na prática, o Terarium abriga um vasto número de Pokémon que retornam e inúmeras referências a Unova — incluindo o retorno da Chargestone Cave. Toda essa DLC parece uma carta de amor a Unova, o que é bem-vindo, considerando que um remake da região pode demorar a chegar. No entanto, minha maior crítica a O Disco Índigo é o quão “grindy” ele se torna. O núcleo de sua jogabilidade reside em completar tarefas repetitivas para ganhar Blueberry Points, e eventualmente, a quantidade necessária desses pontos é tão grande que exige incontáveis horas dedicadas a correr pelo Terarium realizando tarefas aleatórias. Esse problema é ainda mais acentuado ao capturar os novos Pokémon Lendários, que exigem a conclusão de Blueberry Quests. Para complicar, o jogador precisa localizar esses Lendários através de dicas vagas, e eles podem estar em qualquer lugar da região de Paldea. Sem um guia, seria extremamente difícil encontrar esses Pokémon. Assim, para todas as suas qualidades, O Disco Índigo possui igualmente muitas falhas que o impedem de alcançar um nível superior.

1. A Tundra Coroada

Para mim, A Tundra Coroada é a expansão de DLC que me proporcionou mais tempo de jogo e diversão. Começando pelos novos Pokémon, temos algumas adições muito sólidas. Incluem-se as formas de Galar de Articuno, Zapdos, Moltres e Slowking, além de Regieleki, Regidrago, Glastrier, Spectrier e Calyrex. Admito que não gostei do design de Calyrex no início, mas a história de A Tundra Coroada o trata como um personagem que pode se comunicar possuindo humanos, e com o tempo, ele realmente conquista o jogador. Você ajuda Calyrex a recuperar seu poder e até escolhe uma montaria para ele, e em troca de sua ajuda, Calyrex reconhece seu valor e decide acompanhá-lo em sua jornada.
Contudo, a verdadeira razão pela qual A Tundra Coroada ocupa a primeira posição é a funcionalidade de Dynamax Adventures. Este modo sozinho pode render mais de 200 horas de jogo para quem adora caçar Shinies, com chances sólidas de 1 em 100 se o jogador possuir o Shiny Charm. É possível capturar Pokémon como Tapu Koko, Tapu Lele, Tapu Bulu, Tapu Fini, Solgaleo, Lunala e Necrozma, entre muitos outros que anteriormente não estavam disponíveis fora de eventos. Você pode até mesmo capturar todos os Ultra Beasts neste jogo, assim como Cosmog e Keldeo. Ainda existem algumas falhas, mesmo sendo o número 1 da lista: nem todo mundo aprecia as Dynamax Adventures, e se esse for o seu caso, então A Tundra Coroada provavelmente não será tão especial para você. Esperamos que futuras DLCs de Pokémon alcancem uma qualidade ainda maior. Como mencionado antes, essas expansões parecem ter uma escala muito menor que os jogos base e, em muitos aspectos, sempre focam em elementos de “grind” que acabam afastando os jogadores casuais. A repetição de pontos de pesquisa em Hyperspace Survey (Mega Dimensão) e Blueberry Points (O Disco Índigo) não deve ser o caminho para futuras DLCs. “Grindar” por pontos não é divertido, mesmo que as recompensas sejam boas. Pode-se argumentar que Dynamax Adventures segue o mesmo formato de “grind”, mas pelo menos oferece a chance de conseguir Pokémon Lendários Shiny, o que já conta como um grande diferencial!

Eduardo Reis

Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.
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