Ex-funcionário da Valve diz que consumidor levou Sony a abandonar discos do PlayStation

Chet Faliszek, ex-roteirista da Valve que trabalhou em títulos como Portal e Left 4 Dead, avaliou publicamente as conversas sobre o fim da mídia física para jogos. Em vídeo no YouTube, ele afirmou que a decisão da Sony não é resultado de uma conspiração, mas da escolha do público por compras digitais. Segundo Faliszek, os consumidores preferem a conveniência de baixar e jogar na hora, o que reduz drasticamente a demanda por cópias em disco. Essa mudança de comportamento teria forçado as empresas a ajustar seus modelos de negócios.
Consumo, números e impacto no varejo
Faliszek citou dados de mercado para ilustrar que a preferência pelo digital já é predominante, lembrando que lojas tradicionais perderam peso nas receitas com jogos. Ele apontou que a GameStop passou a ter apenas 18% da receita total proveniente de jogos novos e usados, um sinal claro da queda do formato físico nas prateleiras. Além disso, relatórios do setor mostram que poucas produções ainda vendem grandes volumes em mídia física, reforçando a tendência. Serviços de assinatura e catálogos digitais, como o Game Pass, também influenciam essa transição ao oferecer acesso imediato a muitos títulos.
Resposta da Sony e reação do mercado
A própria Sony justificou a decisão citando tendências de mercado, afirmando que a preferência por mídia digital supera a dos discos físicos. Faliszek ressaltou que, com 85% das vendas de jogos apontadas como digitais pela empresa, não haveria vantagem em enganar o consumidor; a mudança seria uma reação a hábitos de compra. Ele acrescentou que o comportamento dos consumidores molda o que as empresas oferecem hoje: conveniência e acesso instantâneo pesam mais para a maior parte do público. Assim, a retirada gradual dos discos é vista como alinhamento a uma demanda já estabelecida.
No Brasil, a migração ao digital também tem crescido, impulsionada pela praticidade da PlayStation Store e pela difusão do acesso à internet em jogos. Ainda assim, o mercado nacional mantém um público fiel aos discos — colecionadores e quem busca versões físicas para revenda ou troca em sebos valorizam o formato. Custos de importação e impostos tornam jogos físicos novos mais caros por aqui, o que pode acelerar a adoção do digital entre consumidores sensíveis a preço. Para jogadores brasileiros, a mudança reforça a importância de verificar promoções na loja regional e opções de armazenamento para downloads maiores.
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