Mundos Abertos e Ação Intensa: Alternativas que Trazem a Essência de Far Cry

Best Games that Play Like the Far Cry Series

A franquia Far Cry já nos acompanha há mais de duas décadas, consolidando-se como um pilar no gênero de tiro em primeira pessoa com exploração de mundo aberto. Originalmente desenvolvida pela Crytek, a série ganhou novos contornos sob o comando da Ubisoft, que adquiriu os direitos em 2006. Desde então, a Ubisoft tem lançado novos títulos a cada geração de consoles, inspirando muitos desenvolvedores a criar experiências com elementos de design semelhantes.

Se você é fã da série, mas busca novas aventuras, existe uma vasta gama de jogos parecidos com Far Cry que capturam a sua essência. Estes títulos frequentemente combinam elementos de sandbox, furtividade e combate intenso em vastos cenários, permitindo que os jogadores abordem os desafios com grande liberdade. Aqui, exploramos algumas das melhores opções que replicam a fórmula cativante de Far Cry, oferecendo uma dose extra de exploração e adrenalina.

Homefront: The Revolution

Far Cry em Ambiente Urbano

Best Games that Play Like the Far Cry Series

Homefront: The Revolution é uma escolha intrigante para quem busca uma experiência similar a Far Cry, mas com uma roupagem urbana e um tom mais sombrio. O jogo adota uma estrutura de mundo aberto onde a cidade é dividida em zonas controladas pelo inimigo, repletas de bases, postos de controle e patrulhas a serem eliminadas. Essa mecânica de desestabilizar o controle inimigo sobre uma região específica é uma clara reminiscência dos primeiros títulos da franquia da Ubisoft, oferecendo uma sensação familiar de progressão e conquista.

A jogabilidade incentiva a liberdade tática, permitindo que os jogadores optem por uma abordagem furtiva para desmantelar postos avançados ou partam para o ataque direto com armas de fogo. Embora o jogo tenha tido uma recepção mista, sua proposta de um Far Cry em um cenário de guerrilha urbana é inegável, e pode ser uma alternativa interessante para aqueles que desejam explorar um conceito similar, mas com uma ambientação e narrativa distintas.

Rage 2

O Encontro de DOOM com Far Cry

Desenvolvido pela Avalanche Studios em colaboração com a id Software, Rage 2 é uma explosão de ação em mundo aberto que funde o combate frenético de DOOM (2016) com a estrutura de exploração de um título como Far Cry. O jogo também incorpora a vasta experiência da Avalanche em cenários pós-apocalípticos, como visto em Mad Max, resultando em um universo caótico e vibrante. Muitas de suas mecânicas lembram diretamente Far Cry 5 e Far Cry 6, incluindo a coleta e o retorno de veículos para garagens, além de um mapa segmentado por diferentes linhas narrativas.

Ao contrário de Far Cry, que frequentemente oferece opções de furtividade, Rage 2 abraça a brutalidade do combate direto, fornecendo aos jogadores um arsenal de habilidades espetaculares para dominar o campo de batalha. Essa abordagem prioriza a movimentação rápida e a utilização criativa de poderes para aniquilar hordas de inimigos, transformando cada confronto em um espetáculo de pura adrenalina e destruição. É uma experiência para quem busca um ritmo acelerado e pouca margem para a discrição.

Avatar: Frontiers of Pandora

O Mais Semelhante à Experiência Far Cry

Criado pela própria Ubisoft, Avatar: Frontiers of Pandora é, sem dúvida, o mais próximo que se pode chegar de um jogo Far Cry sem ser formalmente parte da franquia. Ambientado no universo cinematográfico de James Cameron, este lançamento não apenas se joga e se sente como um Far Cry, mas muitas vezes até se parece com um, com algumas diferenças cruciais que o ancoram firmemente em Pandora. O jogador assume o papel de um Na’vi que, após ser capturado por forças humanas e dado como extinto, retorna para unir os clãs e resistir aos invasores que exploram os recursos preciosos do planeta.

A estrutura de jogo é bastante familiar para os fãs de Far Cry: um vasto mapa repleto de marcadores, fortalezas para serem conquistadas e uma variedade de armas e “veículos” para serem utilizados. No entanto, esses elementos são habilmente traduzidos para o contexto de Pandora, onde os “veículos” são as diversas criaturas voadoras e terrestres do mundo, e as armas incluem arcos, armadilhas e outras ferramentas nativas dos Na’vi. Essa reinterpretação dos conceitos centrais de Far Cry oferece uma imersão profunda e uma nova perspectiva sobre a fórmula já conhecida.

Dying Light

O Encontro de Dead Island com Parkour

Dying Light se destaca por sua proposta clara e focada, em contraste com alguns projetos da Ubisoft que podem parecer saturados de mecânicas ou conteúdo. Este jogo oferece uma abordagem intensa a um cenário de apocalipse zumbi, enriquecido com um sistema de parkour robusto que define a experiência de movimentação e combate. Embora haja um mapa amplo com marcadores e elementos de sandbox, tudo é desenhado para complementar e amplificar as duas principais vertentes: a luta pela sobrevivência contra os zumbis e a agilidade do parkour.

A ausência de veículos no jogo base é intencional, pois a maneira mais eficiente de se deslocar pelo mapa é utilizando o parkour, atravessando telhados e obstáculos com fluidez. Com uma vasta gama de armas artesanais, movimentos de parkour e perigos ambientais a serem explorados, Dying Light oferece amplas oportunidades para experimentação tática. Essa liberdade de ação e o foco em mecânicas bem executadas tornam-no uma opção envolvente para quem busca uma experiência de mundo aberto com uma identidade única e um desafio constante.

Halo Infinite (Campanha)

A Estreia de Halo em Mundo Aberto

Halo Infinite marcou a primeira incursão completa da aclamada franquia em um formato de mundo aberto, combinando o combate veicular fluido e as habilidades de armadura das trilogias originais e de Halo: Reach com uma estrutura de jogo mais livre. O resultado é uma experiência que, embora distintamente Halo, apresenta semelhanças notáveis com a dinâmica de Far Cry. A campanha evoca a grandiosidade e a urgência de momentos como o marketing “Believe” de Halo 3, com a UNSC em desvantagem e dependendo de um milagre para sobreviver.

No papel do Master Chief, os jogadores se tornam esse milagre, utilizando tanques, Warthogs, um gancho de escalada e um arsenal de armas para resgatar os fuzileiros navais perdidos em Zeta Halo. O destaque vai para o gancho, que, quando aprimorado, transforma o Master Chief em uma espécie de “Homem-Aranha” em primeira pessoa, permitindo uma travessia e engajamento em combate vertical sem precedentes na série, enriquecendo a exploração e as possibilidades táticas em um cenário vasto e dinâmico.

Just Cause 3

O Sandbox Mais Absurdo

Just Cause 3 apresenta um dos sandboxes mais cômicos e exagerados da lista, rivalizando com jogos como Goat Simulator em termos de experiências de mundo aberto descontraídas e cheias de possibilidades. Para quem nunca jogou, a jogabilidade lembra a de jogos de super-heróis, dada a pura absurdidade das acrobacias e das situações que é possível criar, apesar de sua aparência de um shooter de ação convencional.

Os jogadores têm à disposição ganchos, asas-delta, propulsores e cabos de ancoragem para desencadear o caos na ilha fictícia de Medici, localizada no Mediterrâneo. Com um vasto mundo aberto para explorar e tantas habilidades, armas e veículos à disposição, além da capacidade de voar, há uma profundidade imensa para se divertir com a experimentação no sandbox. A liberdade de destruição e a criatividade permitida tornam Just Cause 3 uma opção fantástica para quem busca um jogo de ação com um toque de humor e muita liberdade.

Crysis

Depois de Far Cry, Veio Crysis

A Crytek, desenvolvedora do primeiro Far Cry, desempenhou um papel fundamental ao estabelecer as bases para o que se tornaria uma das maiores franquias de FPS em mundo aberto dos anos 2010. Poucos anos após o lançamento do título original, a Crytek repetiu o processo com Crysis, incorporando muitas das ideias inovadoras que havia introduzido anteriormente em Far Cry. Este título é um marco em gráficos e jogabilidade, e ainda hoje é lembrado por sua abordagem à liberdade tática.

Novamente, os jogadores são levados a explorar um ambiente de selva exótico, embora dividido em grandes níveis em vez de um mundo aberto contínuo. Mesmo com uma estrutura mais linear, o jogo prioriza a flexibilidade no combate, permitindo que você decida como abordar a maioria dos acampamentos inimigos. Os inimigos são agressivos e reagem dinamicamente às suas ações, o que significa que cada jogada pode ser diferente dependendo do seu estilo. Com a nanosuit, o jogador se sente como uma máquina de destruição, mas a vulnerabilidade inerente exige estratégia e pensamento tático, garantindo que o jogo seja desafiador e recompensador, assim como os melhores momentos de Far Cry.

Eduardo Reis

Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.
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