Os 8 jogos de Resident Evil com melhor combate e gunplay, em ordem

A franquia Resident Evil percorreu um caminho longo desde seu lançamento em 1996, saindo de um horror de sobrevivência focado em conservar munição para abraçar sistemas de combate muito mais refinados. No início, o combate era pensado para gerar tensão pela escassez de recursos; hoje, vários títulos equilibram sobrevivência e ação com precisão nas armas e feedback tátil. Essa evolução ocorreu aos poucos, mas foi decisiva para transformar a série numa referência em gunplay dentro dos jogos de horror. A análise a seguir destaca os oito títulos que melhor representam essa transição.
A Capcom investiu em soluções distintas em épocas diferentes, permitindo que cada jogo apresente identidade própria em relação ao combate. Alguns títulos mantêm o clima de agonia com armas limitadas, enquanto outros priorizam confrontos mais cinematográficos e dinâmicos. Também houve experimentações técnicas importantes, como mudanças de câmera, sistemas de esquiva e opções de mira que alteraram completamente a sensação de tiro. Essas variações são o que tornam o ranking interessante, já que ponderamos precisão, impacto das armas e coerência com o tom de cada jogo.
Destaques por era
A série pode ser dividida em eras distintas que influenciaram o combate e a jogabilidade. A era clássica (1996–2002) trouxe sensação tática e planejamento, com títulos que ainda exploravam recursos limitados e cenários pré-renderizados. A era de ação (2004–2012) apostou em campanhas mais expansivas e mecânicas agressivas, incluindo movimentos mais livres e confrontos maiores. A era moderna (2017–2026) refinou o gunplay com câmeras sobre o ombro ou em primeira pessoa, parry e movimentos fluidos, entregando mecânicas que agradam tanto fãs de horror quanto de tiro.
8
Resident Evil 6
A sexta entrada traz elementos de ação que melhoram o combate

Resident Evil 6 mergulha de cabeça no estilo blockbuster, com várias campanhas que ampliam a escala do conflito contra a corporação responsável pelos surtos. O jogo acelerou a resposta das armas e introduziu menus e sistemas de recuperação pensados para manter o jogador em combate com mais facilidade. A mira e o feedback das armas soam mais satisfatórios do que em muitos predecessores, e a variedade de cenários exige mais do domínio das mecânicas. Apesar das críticas narrativas, o combate de RE6 influenciou decisões em remakes posteriores ao priorizar fluidez e impacto visual.
7
Resident Evil 7: Biohazard
Um soft reboot que reintroduz o horror íntimo com perspectiva em primeira pessoa

Resident Evil 7 mudou o foco para encontros próximos e ameaças constantes, adotando uma câmera em primeira pessoa que coloca inimigos e ambientes a poucos centímetros do jogador. Com arsenal mais contido, o jogo aposta na tensão dos combates corpo a corpo e no uso cuidadoso de recursos, tornando cada tiro mais significativo. A atmosfera claustrofóbica e a sensação de fragilidade reforçam a proposta de sobrevivência, fazendo com que o combate pareça uma extensão natural do medo. Esse retorno às raízes influenciou várias decisões de design em títulos subsequentes.
6
Resident Evil 3: Nemesis
Transição do estilo clássico para um combate mais orientado à ação
Resident Evil 3 trouxe movimentação mais ágil e um sistema de esquiva que deixou Jill mais pronta para o confronto, aproximando o jogo de um ritmo mais combativo. A introdução de mecânicas como a fabricação de munição e a ênfase em encontros rápidos ampliaram a sensação de empowerment do jogador. Apesar de ainda carregar elementos do design clássico, Nemesis equilibra bem susto e ação, com tiroteios que exigem mira e decisões rápidas. O título funciona como ponte entre o horror de sobrevivência e a ação mais direta dos jogos posteriores.
5
Resident Evil CODE: Veronica
O fim da era clássica em um jogo totalmente 3D
CODE: Veronica foi importante por deixar para trás os cenários pré-renderizados e abraçar ambientes e modelos totalmente em 3D, abrindo espaço para combates mais dinâmicos. O jogo introduziu novas armas e possibilidades táticas, exigindo do jogador adaptação em espaços mais abertos e verticalidade de inimigos. A dificuldade aumentada torna necessário planejar recursos e avaliar cada encontro com cuidado, o que torna as trocas de tiro mais tensas e recompensadoras. Também marcou a única aparição de dual-wielding na série principal, oferecendo momentos de puro poder de fogo.
4
Resident Evil Requiem
Combinação de perspectivas que busca unir horror e ação
Resident Evil Requiem propôs alternância entre primeira e terceira pessoa para acomodar sequências de horror e trechos mais orientados à ação, respectivamente. Essa divisão permitiu que cada personagem tivesse uma identidade de combate distinta, com Leon mais centrado em tiroteios teatrais e outra protagonista favorecendo a tensão em primeira pessoa. No geral, essa tentativa de mediação funcionou bem, já que ambas as perspectivas se complementam sem parecerem desconectadas. As armas em primeira pessoa chegam a transmitir mais peso, enquanto a terceira pessoa preserva visão tática em confrontos maiores.
3
Resident Evil 4
Uma mudança radical que redefiniu o gunplay na série
Resident Evil 4 foi revolucionário ao colocar a câmera sobre o ombro, aproximando a série de uma experiência de tiro mais precisa e tátil. A mira em 3D permitiu headshots mais confiáveis e transformou a forma como os inimigos eram enfrentados, elevando a importância de pontaria e posicionamento. O equilíbrio entre armas, faca e gerenciamento de inventário criou um loop de combate altamente satisfatório que influencia jogos de ação até hoje. A intensidade dos confrontos e a sensação de cada disparo colocam RE4 como marco no design de gunplay.
2
Resident Evil 2 Remake
Remake que atualiza o clássico com combate moderno e tenso
O remake de Resident Evil 2 trouxe a ambientação claustrofóbica do original para um gunplay moderno, com mira precisa e feedback sonoro e visual de alto impacto. As armas soam e batem com peso, e mecânicas como críticos que explodem cabeças aumentam a recompensa por tiros precisos. A dupla de protagonistas recebeu arsenais distintos, com Claire tendo acesso a uma lança-granadas que altera a forma de abordar encontros. Essa combinação de atmosfera apertada e arsenal satisfatório coloca o remake como referência de combate na franquia.
1
Resident Evil 4 Remake
Atualizações de controle e novas mecânicas que aprimoram o original
O remake de Resident Evil 4 modernizou os controles e adicionou um sistema de parry que enriquece as opções táticas em combate, além de conferir maior fluidez aos movimentos de Leon. A remoção de controles rígidos traduziu-se em uma experiência mais responsiva, sem perder a tensão dos confrontos, e inimigos mais inteligentes elevam o desafio. As armas receberam tratamento sonoro e de feedback visual que tornam cada disparo marcante, e a variedade de instrumentos de combate ampliou as soluções possíveis nas lutas. Pelo conjunto de mudanças, o remake é o ápice do gunplay na série até o momento.
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