Projeto LEAGUE: Rumores Indicam Cancelamento do Modo Co-op de Assassin’s Creed

Assassin’s Creed Co-Op Project LEAGUE Has Been Cancelled – Rumor
Imagem: Divulgação / Reprodução

Circulam fortes rumores sobre o cancelamento do modo cooperativo codinome LEAGUE, que estaria em desenvolvimento para futuros títulos de Assassin’s Creed. Esse Projeto LEAGUE Assassin’s Creed, segundo a publicação francesa Origami, era tocado por uma equipe de 85 pessoas na Ubisoft Annecy e tinha um playtest inicial agendado para maio de 2026, com convites restritos.

Aparentemente, a decisão de cancelar o projeto veio logo após a Ubisoft anunciar uma reestruturação interna significativa. Essa reorganização posicionou o desenvolvimento da franquia Assassin’s Creed sob uma das novas “Creative Houses” da empresa, batizada de Vantage Studios. Após sessões de avaliação com a alta gerência da Vantage, os executivos responsáveis pelo LEAGUE foram informados sobre o encerramento do desenvolvimento.

O Cancelamento e o Futuro do Co-op na Franquia

Apesar do cancelamento direto, nem tudo está perdido para as inovações técnicas. O relatório indica que um pequeno grupo de desenvolvedores que atuava no LEAGUE será redirecionado para integrar os avanços tecnológicos e a pesquisa e desenvolvimento (P&D) do modo cooperativo no motor de jogo interno da Ubisoft, o Anvil. Esse movimento estratégico visa aproveitar o trabalho já realizado, garantindo que o investimento em novas funcionalidades não seja totalmente descartado. Após essa integração, a Vantage Studios planeja abrir um processo para receber novas propostas de modos de jogo cooperativos para futuros lançamentos de Assassin’s Creed.

O próprio projeto LEAGUE foi considerado excessivamente custoso para ser desenvolvido, um fator crucial na sua descontinuação. As futuras propostas para modos cooperativos, portanto, precisarão focar em alta rejogabilidade e, ao mesmo tempo, manter os custos de desenvolvimento controlados. Rumores sobre um modo co-op para Assassin’s Creed Shadows surgiram em outubro de 2024, indicando que seria um conteúdo pós-lançamento, inicialmente com Yasuke e Naoe como personagens jogáveis, embora relatórios posteriores de maio de 2025 sugerissem uma narrativa mais profunda, para além dos dois protagonistas.

Reestruturação da Ubisoft e Impacto em Outros Títulos

A Ubisoft confirmou sua ampla reformulação organizacional no mês passado, momento em que também anunciou o cancelamento de diversos projetos, entre eles o tão esperado Prince of Persia: The Sands of Time Remake. Como parte dessa reestruturação, a empresa está estabelecendo cinco Creative Houses, cada uma encarregada de franquias, gêneros e plataformas específicas. Essa iniciativa busca otimizar recursos e focar estratégias de desenvolvimento, embora venha acompanhada de decisões difíceis para a equipe.

A nova estrutura visa centralizar a direção criativa de suas principais séries, com a Vantage Studios assumindo a frente de Assassin’s Creed. A promessa é de uma abordagem mais coesa e eficiente, mas a transição gerou tensões internas, culminando em críticas abertas por parte de seus funcionários e sindicatos. Este cenário reflete um período de incertezas e transformações na gigante dos games, com reflexos em sua força de trabalho e projetos futuros.

Tensões Internas e Críticas Sindicais à Liderança

A reestruturação e os cancelamentos não passaram despercebidos pelos sindicatos franceses. No início da semana, representantes sindicais e funcionários da Ubisoft Paris, Marc Rutschlé e Chakib Mataoui, fizeram um pedido público pela renúncia do CEO da Ubisoft, Yves Guillemot. Entre as acusações, destacou-se o nepotismo, exemplificado pela nomeação de seu filho, Charlie, como co-CEO da Vantage Studios, gerando questionamentos sobre a meritocracia e a diversidade na empresa.

Chakib Mataoui expressou a preocupação de que “Se você coloca apenas seus amigos homens brancos nesses cargos, então você não promove nenhuma diversidade ou novas opiniões e ideias”. Ele enfatizou a necessidade de criatividade na indústria de jogos, afirmando: “Estamos em um trabalho criativo. Precisamos de novas ideias para nos ajudar a fazer grandes jogos. Mas não temos isso. Não temos essa mentalidade para a criatividade.” Outras questões levantadas pelos sindicatos incluem a exigência da empresa de retorno ao escritório em tempo integral, cinco dias por semana, o que “causou pânico em muitos funcionários”, pois muitos haviam se estabelecido longe de Paris e de seus estúdios durante o período de trabalho remoto.

Eduardo Reis

Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.
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