O que um remake de Ocarina of Time deveria trazer
Um podcast recente sugeriu que um remake de Ocarina of Time pode chegar ao Switch 2 ainda nesta temporada de fim de ano. Rumores não valem confirmação, mas servem para listar expectativas e desejos dos fãs. O jogo já recebeu uma versão para Nintendo 3DS com gráficos atualizados e recursos extras como mira giroscópica, novos slots de itens e desafios adicionais. Seria ideal que qualquer remake mantivesse essas adições e ainda expandisse a experiência com novidades relevantes. Aviso: o texto traz alguns spoilers sobre a história original.
Mudanças no sistema de combate
Para a época, o combate de Ocarina of Time funcionava bem graças ao Z-Targeting, que facilita enfrentar inimigos em grupo. Mesmo assim, os golpes de Link são relativamente básicos, e a sensação de combate poderia ganhar com combos mais vistosos ou variações de ataque. Recursos vistos em outros episódios da série, como movimentos de espada mais elaborados, poderiam modernizar as lutas sem perder a identidade do jogo. Uma mudança importante é não introduzir durabilidade generalizada de armas, algo que só funcionou de forma limitada no original. Melhorar a fluidez e a responsividade dos comandos faria o remake se destacar para novos e antigos jogadores.
Dublagem em cenas-chave
É difícil prever até que ponto a Nintendo investiria em dublagem, mas um equilíbrio possível é limitar vozes a cenas cinematográficas importantes. Momentos cruciais — como Darunia reagindo à música, Zelda entregando a Ocarina, ou confrontos decisivos com Ganondorf — ganhariam mais peso com interpretação vocal. Essas vozes provavelmente seriam distintas das usadas em Breath of the Wild e Tears of the Kingdom, já que são versões diferentes dos personagens. Manter trechos sem fala e usar áudios pontuais pode preservar a atmosfera clássica sem sobrecarregar o orçamento. No fim, uma dublagem bem dosada parece quase necessária para modernizar a narrativa.
Um epílogo pós-jogo curto
Um pequeno epílogo poderia ampliar a história sem transformar o projeto em algo totalmente novo. Um enredo que acompanhe Link procurando por Navi serviria tanto para dar fechamento quanto para conectar a transição para Majora’s Mask. Há ideias mais ambiciosas, como seguir a linha do tempo da queda, mas referências tão explícitas a timelines diferentes são improváveis em um lançamento oficial. Mesmo um conteúdo pós-jogo breve ajudaria a justificar um preço mais alto e daria motivos para jogadores revisitarem Hyrule. Se o remake existir, um epílogo bem escrito agregaria valor narrativo e replay.
Motor próprio, não o de Breath of the Wild
Existe a possibilidade de usar o motor de Breath of the Wild, mas transformar Ocarina of Time em um mundo aberto não parece a melhor solução. O charme do título original está em sua estrutura mais linear e nas dungeons desenhadas com propósito, aspectos que poderiam se perder em um mapeamento muito livre. Preferir um motor que preserve a progressão guiada e apenas atualize gráficos e física parece a escolha mais fiel. Isso também permitiria manter encontros e quebra-cabeças com design pensado para um ritmo clássico. Em resumo, modernização técnica sem alterar a essência do gameplay seria o ideal.
Randomizer integrado como conteúdo extra
Embora seja improvável que a Nintendo ofereça um randomizer nativo, esse tipo de recurso aumentaria muito a rejogabilidade. Outros títulos da empresa já receberam DLCs focados em modos e conteúdos extras, o que mostra que experimentos não são impossíveis. Um modo que embaralhe a localização de itens poderia substituir um epílogo extenso e manter jogadores envolvidos por meses. Considerando rumores de preço, se o jogo saísse por valores semelhantes a US$70 ou US$80, isso equivaleria a cerca de R$ 371,00 e R$ 424,00, respectivamente, trazendo expectativa por conteúdo adicional. Mesmo simples, um randomizer oficial seria um diferencial para comunidades de speedrun e fãs de desafio.
Edição especial com apelo de colecionador
O mercado físico está mais restrito hoje, mas isso não impede edições especiais bem produzidas para fãs. Um conjunto com estátua de Link, uma Ocarina em tamanho maior ou um amiibo caprichado teria apelo entre colecionadores. É provável que uma edição limitada fosse lançada algum tempo após a estreia, caso a demanda justificasse a produção. Itens de colecionador ajudam a transformar um remake em celebração e atraem público disposto a pagar a mais por exclusividades. Mesmo se limitada, uma edição especial bem pensada seria um bom reconhecimento ao legado do jogo.
Outros pontos importantes
Entre ajustes menores, o jogo deveria rodar a 60 quadros por segundo para maior fluidez, algo que nunca houve oficialmente em versões anteriores. Trilha sonora remasterizada com opção de voltar às faixas originais agradaria tanto puristas quanto novos jogadores. Mais presença e personalidade para personagens secundários — Malon, Impa, Saria e os sábios — poderia ser alcançada por pequenas missões secundárias e interações extra. Essas melhorias tornam a experiência mais completa sem mexer no núcleo da aventura principal. Se um remake ocorrer, serão esses detalhes que definirão se a atualização vale a iniciativa.
Que mudanças você gostaria de ver em um possível remake de Ocarina of Time? Conte suas ideias nos comentários e ajude a compor essa wishlist.
Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.