7 soulslikes em que você pode se tornar praticamente um deus
Os jogos do tipo soulslike são conhecidos pela dificuldade e por chefes monumentais, muitas vezes descritos como deuses, falsos deuses ou entidades superiores. Na maioria das experiências do gênero o jogador começa frágil e aprende a sobreviver usando técnica, paciência e progressão. Ainda assim, há títulos e rotas dentro deles que permitem ao jogador ficar absurdamente poderoso já na primeira jogada, sem depender apenas de New Game+. Este artigo reúne sete desses exemplos, explicando por que e como cada um permite a sensação de onipotência.
Algumas observações sobre os critérios usados aqui: adotei uma definição estrita de soulslike e evitei jogos que precisem de muita elasticidade para caber no gênero. Também exigi que a potência do jogador possa emergir durante a primeira campanha, não apenas em repetições muito avançadas. Nem todo poder é igual: algumas rotas transformam o personagem em uma máquina de matar, outras oferecem utilitários que tornam encontros triviais. A lista foca em experiências que, mesmo com ressalvas, conseguem entregar a fantasia de poder.
7 Another Crab’s Treasure
De caranguejo a pesadelo com arma
Another Crab’s Treasure é um soulslike com forte componente de plataforma e combate subaquático, em que Kril parte para recuperar sua concha roubada e evolui por meio de armaduras que mudam habilidades. Normalmente o protagonista é vulnerável e morre com relativa facilidade diante de inimigos mais fortes, o que mantém a sensação tradicional de mortalidade do gênero. Porém, o jogo traz um modo alternativo que equipa Kril com uma pistola, transformando o ritmo e permitindo abater inimigos com um só tiro. Essa opção trivializa combates e permite ao jogador focar mais em exploração e plataforma do que em sobrevivência, criando uma experiência de poder imediato.
6 Titan Souls
Deus de um tiro só

Titan Souls é basicamente um boss rush top-down em que o protagonista conta com um único arco e uma flecha por tentativa, enquanto os titãs também morrem com um único acerto. A fragilidade do personagem é extrema: um golpe basta para terminar a run, o que mantém tensão constante em cada encontro. No entanto, o formato transforma cada vitória num momento épico, já que derrotar um titã exige análise, precisão e execução perfeita. O contraste entre a mortalidade do herói e o impacto de um único acerto cria uma sensação de divindade concentrada em um gesto certeiro.
5 Demon’s Souls (lutas contra chefes)
Destruidor de gigantes
Demon’s Souls, tanto na versão original quanto no remake, é reconhecido por sua dificuldade nas explorações e rotas de acesso aos chefes, mas curiosamente vários chefes podem ser despedaçados com estratégias e builds adequadas. A progressão até os confrontos muitas vezes é mais desafiadora que os próprios chefes, e isso cria picos em que o jogador se sente dominador ao derrubar inimigos gigantes com relativa facilidade. Existem encontros que, quando abordados com conhecimento e preparação, desmoronam diante de ataques bem aplicados. Assim, ainda que o jogo mantenha seu tom punitivo, ele também oferece momentos de poder avassalador.
4 Elden Ring (com a build certa)
Quando magia, Ashes e espíritos viram destruição

Elden Ring é um mundo aberto que, por padrão, exige escolhas e cuidado, mas também é um dos soulslikes mais “quebráveis” em termos de poder quando o jogador investe em rotas específicas. Builds focadas em Inteligência com magias como Comet Azur, junto de itens que removem consumo de FP, podem reduzir chefes e dragões a alvos fáceis em pouco tempo. Ashes of War e Spirit Ashes, como o Mimic Tear, também têm potencial para transformar a experiência, permitindo combinar dano massivo com cópias e invocações. A natureza aberta do jogo facilita contornar cheios de dificuldade: explore, encontre uma arma ou feitiço-chave, nivele e volte para limpar áreas antes impossíveis.
3 Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin
O mestre das classes

Stranger of Paradise apresenta combate ágil e um sistema de Jobs que permite ao protagonista assumir várias funções distintas, cada uma com seu estilo e conjunto de habilidades. Apesar de reclamações sobre narrativa e apresentação, o jogo brilha quando se trata de variar builds e adaptar-se a qualquer situação. Trocar entre classes e combinar habilidades faz Jack se tornar uma entidade versátil e capaz de limpar inimigos com execuções poderosas e combos eficientes. Quando bem jogado e otimizado, o título entrega uma fantasia de poder consistente ao longo da campanha.
2 Nioh 3
De samurai e ninja a divindade letal
Nioh 3 amplia a fórmula de seus antecessores ao permitir trocar rapidamente entre estilos que mesclam samurai e ninja, oferecendo velocidade, recursos de stamina otimizados e acesso fácil a ninjutsu. Essa flexibilidade, somada a cargas de habilidades e ao sistema de progressão, pode transformar encontros em demonstrações de velocidade e dano concentrado. Em áreas abertas divididas por zonas com níveis sugeridos, fica simples avançar de maneira natural e, rapidamente, ficar acima do desafio. Para muitos jogadores, o jogo se tornou mais acessível que os anteriores e, por consequência, mais apto a gerar fantasias de onipotência.
1 Dark Souls (build de feiticeiro)
O deus inteligente que destrói à distância
Dark Souls tem rotas de build que, ao serem bem cultivadas, passam a dominar encontros graças ao poder da feitiçaria e de armas relacionadas à Inteligência. Embora leve tempo para farmar níveis e conquistar equipamentos-chave, magos podem rapidamente alcançar picos de dano com magias como Homing Crystal Soulmass ou Dark Bead, que permitem bombardear inimigos a distância. Alguns chefes não têm ferramentas efetivas para enfrentar ataques mágicos contínuos, e isso gera a sensação de onipotência que muitos procuram. Assim, o caminho do feiticeiro em Dark Souls continua sendo a referência clássica para sentir-se um deus que cai de longe.
Cada jogo desta lista entrega a fantasia de poder de maneiras diferentes — seja por uma arma absurda, uma magia devastadora ou uma mecânica que torna inimigos obsoletos — e isso mostra a versatilidade do gênero.
Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.