Fundador da Arkane pergunta ao Xbox quanto custaria adquirir o estúdio
Enquanto o Xbox decide o futuro de seus estúdios, Raphael Colantonio, fundador original da Arkane, publicou nas redes uma pergunta bem-humorada sobre quanto custaria comprar o estúdio. A mensagem surgiu em resposta a um anúncio da CEO Asha Sharma e rapidamente viralizou entre fãs e profissionais do setor. Alguns seguidores responderam com piadas e ofertas de contribuição financeira, enquanto outros levaram a possibilidade mais a sério. O post reacendeu especulações sobre o destino da Arkane e o interesse de antigos membros da equipe.
Reação nas redes
Nem tudo foi brincadeira: Colantonio já havia criticado publicamente o modelo do Game Pass, qualificado por ele como “cada vez mais prejudicial à indústria, subsidiado pelo dinheiro infinito da Microsoft”. Esse histórico fez com que a postagem atraísse atenções diversas, misturando apoio, críticas e questionamentos práticos sobre uma possível aquisição. Muitos fãs demonstraram esperança ao imaginar o retorno de criadores originais, enquanto analistas apontaram a complexidade de uma compra nesse momento. A imagem dos debates se multiplicou nas timelines e em canais de notícia do setor.
Cortes e realocação de estúdios
No mesmo período, o Xbox anunciou cortes que atingem cerca de 1.600 vagas, com previsão de outros 1.600 desligamentos até o fim do ano fiscal. A empresa também decidiu liberar quatro estúdios — Compulsion Games, Double Fine Productions, Ninja Theory e Undead Labs — enquanto avalia opções estratégicas para outros times. Arkane passou por mudanças internas e está sob consulta enquanto a Microsoft revisa caminhos possíveis com o Works Council. Esse contexto explica por que uma pergunta sobre compra ganhou tanto eco nas redes e na indústria.
Em comunicado, a CEO Asha Sharma reconheceu o impacto das medidas e afirmou que as mudanças são dolorosas para quem contribuiu criativamente para a companhia. Ela ressaltou que muitas pessoas chegaram ao Xbox por meio de aquisições ou foram atraídas pelo amor à indústria e pelo interesse em trabalhar na empresa. Sharma destacou que as decisões não refletem o talento ou a dedicação dos profissionais afetados. A declaração buscou mitigar apreensões enquanto a empresa segue realinhando sua estratégia.
A Arkane segue trabalhando em Marvel’s Blade e, segundo rumores, começou em 2024 a produção de outro projeto após concluir a validação de protótipo. Esse avanço sugere que a equipe entrou oficialmente em fase de produção, apesar das incertezas externas. Colantonio já disse publicamente que, hipoteticamente, adoraria trabalhar em Dishonored 3, o que reacende a ideia de que veteranos do estúdio poderiam se envolver em futuros títulos. Há também discussões internas sobre diferentes visões criativas, entre propostas de diretores como Dinga Bakaba e ideias do criador Harvey Smith. No entanto, nada havia sido formalmente apresentado até então.
O que vem a seguir
Uma possível aquisição da Arkane por Colantonio ou por outro interessado envolveria negociações complexas, especialmente em meio a cortes e reassentamentos de equipes. Mesmo com tom de brincadeira, a pergunta pública atua como catalisador para discussões sobre propriedade criativa e autonomia dos estúdios. Fontes do setor indicam que decisões desse tipo dependem de avaliações financeiras, acordos trabalhistas e da estratégia global da Microsoft. Até lá, o foco permanece no andamento dos projetos e no bem-estar dos desenvolvedores.
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