Battlefield 6 Beta Aberto: O Que Amamos (E Algumas Coisas Que Não Curtimos)
Após diversos tropeços ao longo dos anos, Battlefield 6 promete um retorno às origens da franquia. Se o beta aberto serve como indicativo, as perspectivas são realmente animadoras para os fãs da série.
O beta aberto de Battlefield 6 está oficialmente disponível para consoles e PC, pelo menos para aqueles com acesso antecipado, que felizmente não é tão difícil de conseguir. A versão de testes oferece apenas quatro modos de jogo e três mapas, além de tutoriais, sendo que elementos importantes como Portal e o novo modo Escalation não estão presentes. Mesmo assim, o beta já é um sucesso absoluto, registrando quase 335.000 jogadores simultâneos no Steam, o maior pico da franquia na plataforma. Mas será que realmente é divertido?
Uma Primeira Impressão Positiva
A resposta curta é que sim, o beta pode ser bastante divertido e apresenta uma perspectiva positiva para o lançamento oficial. Entretanto, fica fácil entender por que o Battlefield Labs tem sido uma parte tão importante no desenvolvimento e por que o beta aberto está acontecendo dois meses antes do lançamento. Várias áreas ainda precisam de melhorias que vão além de mudanças no balanceamento e correções de bugs.
Sem mais delongas, aqui estão nossas impressões do beta aberto, destacando três aspectos que adoramos e três que não nos agradaram tanto.
O Que Amamos: Jogabilidade das Armas e Movimentação
A jogabilidade das armas em Battlefield teve seus altos e baixos ao longo da história da série. Por mais problemática que tenha sido em 2042, Battlefield 5 também recebeu críticas pelo seu tempo para eliminar e mudanças no balanceamento. Portanto, é uma excelente notícia que a jogabilidade geral das armas e movimentação em Battlefield 6 tenham uma sensação realmente boa.

A M433 e a M4A1 possuem características distintas, com acessórios que permitem focar em estilos de jogo específicos, como priorizar a velocidade de mira com luneta em detrimento da precisão no tiro sem mira, embora também seja possível equilibrar ambos os aspectos. A espingarda M87A1 é absolutamente devastadora com seu poder de parada.
Melhorias Significativas no Sistema de Combate
Ainda mais impressionante é como o espalhamento das armas parece equilibrado, especialmente com rifles de assalto. O sistema de sniper não está tão suave quanto o auge da série, as granadas parecem sair rápido demais, e o tempo para eliminação é um pouco inconsistente às vezes. Mesmo assim, a movimentação básica e responsividade, combinadas com o manuseio das armas, oferecem uma sensação sólida em todos os aspectos.

A DICE claramente trabalhou no feedback da comunidade, criando um sistema que recompensa tanto jogadores casuais quanto veteranos da franquia. O sistema de recuo das armas está mais previsível, permitindo que os jogadores desenvolvam muscle memory e melhorem gradualmente sua precisão.
O Que Não Curtimos: Design dos Mapas

O beta oferece três mapas, e seja você um fã de longa data ou um jogador novo, eles não causam a melhor primeira impressão. Liberation Peak no modo Conquista deveria ser renomeado para “Pico dos Snipers”, mas não culpo necessariamente os jogadores por isso. O número impressionante de linhas de visão abertas torna essa a escolha óbvia, e mesmo se você estiver correndo como Assault, ter uma arma de precisão como backup parece fundamental.
Problemas Estruturais nos Mapas
Breakthrough parece uma tarefa árdua neste mapa, especialmente quando você está atacando – numerosos snipers cobrem a aproximação principal e muitos ângulos acompanhantes, enquanto flanquear parece quase impossível.
Iberian Offensive me impressionou inicialmente com sua estética (nuvens fumegantes e ruas apertadas), mas rapidamente se tornou um caos onde os spawns não importavam e quem controlava a colina se divertia mais (as quedas massivas de performance também não ajudaram). Não experimentei muito Siege no modo Conquista, mas a variante Dominação foi um pouco mais agradável.
O mesmo não pode ser dito sobre Liberation Peak neste modo, que parece claustrofóbico conforme os jogadores se enfrentam de todos os ângulos com pouco tempo de descanso. Talvez seja o tamanho geral do mapa, mas aquela sensação de morrer, reaparecer e morrer novamente em loop aconteceu de forma irritante, mesmo na Conquista.
Expectativas Para os Mapas Restantes
Talvez os outros cinco mapas sejam melhores e maiores, sem cair na mesma armadilha do lançamento de 2042. Entretanto, mais do que qualquer coisa, as ofertas atuais parecem bem rotineiras. A atmosfera está definitivamente no ponto certo, mas não há muito que realmente as faça se destacar, sem mencionar o tamanho de algumas.
O Que Amamos: Armas Fechadas e Classes Adequadas
Talvez seja porque o sistema de Especialistas foi tão mal executado em Battlefield 2042, mas retornar às Classes tradicionais em Battlefield 6 parece tão certo. Assault para os combatentes da linha de frente, Engineers para reparar e destruir veículos, Support para revivificações rápidas e cura, e Recon para sniper e marcar inimigos.
O Retorno de um Sistema Clássico
É desconcertante como uma fórmula tão simples foi jogada de lado anteriormente, mas ela voltou, e isso é tudo que importa. A DICE perdeu a oportunidade de bloquear tipos específicos de armas para cada Classe, como nos Battlefields anteriores (não-2042).
O mecanismo de Signature Weapon, que garante que usar o tipo específico de arma para aquela Classe desbloqueie benefícios exclusivos (estabilizar a mira com tiros de sniper como Recon, por exemplo), é uma adição interessante, mas ainda não vai impedir os jogadores. Pelo menos implementou Closed Weapons, fornecendo uma playlist para aqueles que querem as restrições e um Battlefield mais tradicional como resultado.
Desafios de Matchmaking
Infelizmente, pelo menos no beta neste momento, encontrar partidas de Conquest Closed Weapons é um exercício de espera para que a playlist se encha. Isso provavelmente melhorará conforme o beta se abrir para mais jogadores, mas o lançamento é o verdadeiro teste, especialmente para o navegador de servidores do Portal.
O Que Não Curtimos: Veículos

Por mais boa que seja a sensação da jogabilidade das armas e movimentação, o mesmo não pode ser dito sobre os veículos. Não tenho certeza se o tanque foi projetado para ser menos potente devido à nova função de auto-reparo do Engineer, onde ficar sentado dentro de um veículo automaticamente regenera sua vida, mas certamente parece menos poderoso.
Problemas de Balanceamento Veicular
Engineers também são muito bons em destruir tanques, já que o dano direcional aparentemente não é mais uma coisa, o que faz você se perguntar qual é o ponto. Então há os helicópteros, que são absolutamente terríveis de pilotar. Alguém poderia argumentar que a potência total dos veículos não será verdadeiramente revelada até acessarmos os mapas maiores, mas isso não muda o fato de que os helicópteros estão completamente danificados.
Necessidade de Ajustes Urgentes
Se algo precisa ser abordado no front veicular para o lançamento, são definitivamente os controles dos helicópteros, sem dúvida. A sensação de pilotagem está tão ruim que chega a prejudicar a experiência geral do jogo, especialmente considerando a importância dos veículos aéreos na dinâmica tradicional de Battlefield.
O Que Amamos: A Atmosfera
Embora os três mapas atuais precisem de mais trabalho, dependendo do modo, uma coisa é certa: a DICE acertou na atmosfera. Spawnar em Liberation Peak e ouvir conversas de rádio alertando sobre tanques enquanto jatos voavam sobre nossas cabeças e explosões ecoavam realmente estabeleceu o tom para toda a experiência.
Imersão de Guerra Autêntica
Mesmo em Iberian Offensive, há a sensação de realmente estar em uma zona de guerra ativa, conforme edifícios desabam, tanques rolam pelas ruas e tiros ecoam por toda parte. O trabalho de sound design merece destaque especial, criando uma paisagem sonora que realmente transporta o jogador para o campo de batalha.
Houve algumas impressões mistas sobre se realmente parece Battlefield, especialmente considerando todas as decisões de design. Entretanto, se o objetivo era entregar uma atmosfera realista e fundamentada, então Battlefield 6 é um sucesso.
Detalhes Visuais Impressionantes
Os efeitos visuais contribuem significativamente para essa atmosfera envolvente. Explosões criam nuvens de poeira realistas que afetam a visibilidade, destroços voam de forma convincente, e a iluminação dinâmica durante diferentes períodos do dia adiciona camadas de profundidade visual que enriquecem a experiência.
O Que Não Curtimos: A Interface do Usuário
Houve um momento em Iberian Offensive onde tive que diminuir as configurações devido a quedas massivas de quadros, e descobri uma das piores irritações no histórico do design de UI. Sair de um menu de configurações automaticamente resetava para uma aba diferente toda vez.
Problemas de Navegação Frustrantes
Não soa terrível, mas quando você está tentando diminuir configurações para qualquer ganho de performance, é absolutamente frustrante voltar para a aba errada, repetidamente. A UI do menu principal também é bizarramente projetada, com uma quantidade significativa do topo ocupada por ofertas – você precisa rolar para baixo até os modos desejados.
Inconsistências no Sistema
Modificar acessórios nas armas requer selecioná-las e então apertar Customizar. Bizarramente, fazer isso com a espingarda exigia apertar Modificar e então customizar. O fato de que muitas configurações e recursos nem sequer são adequadamente explicados também é estranho.
Pelo menos há um placar adequado desta vez (que não indica o número de revivificações, mas ainda assim). Tudo mais parece precisar de uma passada significativa para fornecer uma experiência mais suave.
Necessidade de Reforma Completa
A interface precisa de uma reformulação substancial antes do lançamento. Elementos básicos de navegação não deveriam ser fonte de frustração, especialmente em um jogo que depende tanto da fluidez da experiência do usuário para manter os jogadores engajados.
Perspectivas Para o Lançamento
Battlefield 6 apresenta uma base sólida que sugere um retorno promissor às raízes da franquia. Embora existam áreas que claramente precisam de refinamento, os elementos fundamentais que tornam Battlefield especial estão presentes e funcionando bem.
Pontos Positivos Consolidados
A jogabilidade das armas oferece uma sensação satisfatória que recompensa habilidade e precisão. O retorno às classes tradicionais restaura a identidade tática que fez a série famosa. A atmosfera imersiva consegue capturar a essência de um campo de batalha moderno de forma convincente.
Áreas de Melhoria
Os mapas precisam de mais trabalho para oferecer variedade tática e evitar situações de camping excessivo. Os veículos, especialmente helicópteros, necessitam de ajustes significativos nos controles e balanceamento. A interface do usuário requer uma revisão completa para melhorar a experiência de navegação.
Expectativas Realistas
Com dois meses até o lançamento, há tempo suficiente para que a DICE aborde essas questões principais. O sucesso do beta em termos de jogadores simultâneos demonstra que há apetite na comunidade para um Battlefield renovado.
Um Futuro Promissor
O beta de Battlefield 6 oferece uma prévia encorajadora do que está por vir. Embora não seja perfeito, estabelece uma base sólida que sugere que a DICE está no caminho certo para restaurar a glória da franquia.
Os próximos meses serão cruciais para determinar se os desenvolvedores conseguirão polir os aspectos que ainda precisam de trabalho. Se conseguirem, Battlefield 6 pode muito bem representar o retorno triunfante que os fãs têm esperado.
Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.