Ex-funcionários da Bethesda Montreal relatam indenização mínima e perda do plano de saúde

Demissões e acusações da união

Segundo a organização sindical OneBGS, trabalhadores da Bethesda Games Studios em Montreal que foram demitidos em recentes cortes ligados à Xbox receberam tratamento considerado insuficiente. A entidade alega que a Microsoft informou aos funcionários que eles terão direito apenas ao mínimo legal de indenização, sem negociação prévia com a união. As demissões ocorreram junto a um anúncio público de novos projetos da empresa, o que agravou a reação dos trabalhadores. A situação motivou uma reclamação formal por violação de leis trabalhistas no Canadá, segundo o sindicato.

Indenização, aviso e perda de benefícios

De acordo com a declaração da OneBGS, as cartas de rescisão enviadas por e-mail apontavam para oito semanas de pagamento como compensação mínima legal, além do pagamento de férias não gozadas. Os documentos também teriam informado a imediata perda do seguro coletivo de saúde, algo que os empregados relatam ter ocorrido sem aviso prévio. A união diz que, em chamadas anteriores, a Microsoft havia afirmado que negociaria condições com o próprio sindicato, mas mudou de posição em 17 de julho. A discrepância entre as comunicações levou ao novo processo legal e a um chamado público contra as decisões da empresa.

Reação pública e postagem da união

A OneBGS divulgou detalhes nas redes sociais e em uma postagem na plataforma Bluesky, destacando a perda do plano de saúde e a decisão sobre a indenização. A postagem oficial da união foi registrada em 22 de julho de 2026 às 11h50 (horário de Brasília, GMT-3), segundo o carimbo de data/hora do conteúdo. Trabalhadores e apoiadores compartilharam a informação e pediram respostas formais da Microsoft e da Bethesda sobre os procedimentos adotados. A mobilização levou a novos pedidos de investigação sobre o cumprimento das obrigações legais da empresa no Canadá.

Posição da empresa e projetos em andamento

Por sua vez, executivos da Bethesda comentaram publicamente que as recentes demissões foram uma fase difícil e que a empresa precisa se reorganizar para focar em suas franquias principais. A companhia confirmou que continuará desenvolvendo Fallout 5, remasterizando Fallout 3 e Fallout: New Vegas, além de trabalhar com a Obsidian em um novo título da franquia; o time de Fallout 76 também segue em atividade no conteúdo Raven Rock. Além disso, a desenvolvedora reiterou que The Elder Scrolls 6 é prioridade de desenvolvimento atualmente e que a maior parte da equipe está dedicada a esse projeto. Essas declarações, porém, não responderam às queixas da união sobre negociações e direitos trabalhistas.

Ações sindicais e próximos passos

A OneBGS afirmou que seguirá com processos legais para contestar a forma como as rescisões foram conduzidas e por supostas violações de leis trabalhistas no Canadá. A organização pretende usar os canais administrativos e judiciais canadenses para buscar reparação e fiscalização sobre a obrigação de negociar coletivamente. Enquanto isso, ex-funcionários e apoiadores têm pressionado por esclarecimentos públicos e por melhores condições de saída. Para leitores no Brasil, o caso serve como acompanhamento de decisões de grandes estúdios que operam internacionalmente e do impacto dessas medidas sobre equipes locais e internacionais.

Com informações de Gamingbolt

Eduardo Reis

Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.
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