Demissões na Eidos Montreal após cancelamento do projeto ‘Wildlands’ iniciado em 2019

A Eidos Montreal realizou um corte que afetou 124 empregados do estúdio, incluindo a saída do chefe David Anfossi, após o cancelamento do projeto interno conhecido como “Wildlands”. O anúncio pegou muitas pessoas de surpresa, já que o estúdio vinha passando por mudanças recentes e o título estava em desenvolvimento há vários anos. Fontes internas indicam que o projeto, também chamado de P11, acumulou problemas de produção e decisões que complicaram sua conclusão.

Problemas de desenvolvimento e orçamento

Rumores sobre dificuldades surgiram em dezembro e, segundo relatos, a equipe enfrentou trocas constantes de motor gráfico — quatro diferentes ao longo do desenvolvimento — e conflitos na direção narrativa. O custo do desenvolvimento foi descrito como “muito elevado”, além dos nove dígitos em dólares; para referência, US$100 milhões equivalem a cerca de R$ 530 milhões. Essas oscilações técnicas e financeiras teriam estressado o cronograma e a equipe envolvida. Houve também relatos de amplas revisões de escopo que comprometeram a estabilidade do projeto.

O que era ‘Wildlands’

Segundo as fontes, Wildlands era um jogo de ação e aventura em mundo aberto na terceira pessoa, centrado na protagonista River. Ela contava com uma companheira/montaria chamada Redheart e fazia parte dos chamados Spiritbounds, um grupo que luta contra espíritos malignos. A narrativa parecia misturar elementos místicos com exploração e combates em um mundo expansivo, buscando uma experiência cinematográfica. Essas características deixaram a produção ambiciosa, mas também mais suscetível a divergências criativas.

Cancelamento mesmo perto da conclusão

Relatos afirmam que o projeto estava “quase completo”, tendo passado por marcos importantes e entrado na fase de depuração, com uma data de lançamento provisória prevista para ainda este ano. A decisão de encerrar o desenvolvimento nesse estágio gerou questionamentos sobre os motivos, e há especulações de que a controladora do estúdio pode ter perdido confiança no retorno do investimento. Cortes desse tipo costumam refletir uma combinação de custos já absorvidos e avaliações futuras de viabilidade comercial. Ainda não há informações oficiais detalhadas sobre como os resultados das últimas avaliações influenciaram a decisão final.

Impacto no estúdio e próximos passos

O cancelamento e as demissões representam um golpe importante à equipe e ao futuro imediato da Eidos Montreal, que já vinha enfrentando desafios nos últimos anos. A saída de líderes e desenvolvedores experientes tende a afetar projetos em andamento e a confiança do mercado no estúdio. Ainda não foi divulgado um plano claro sobre realocações internas, novos projetos ou reestruturações após as dispensas. O rumo do estúdio dependerá das próximas decisões da empresa controladora e das iniciativas que vierem a ser anunciadas nos próximos meses.

Eduardo Reis

Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.
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