DLSS 4.5: melhorias na reconstrução de raios chegam em agosto

A Nvidia anunciou a nova geração da tecnologia DLSS Ray Reconstruction, que chega em agosto para todas as GPUs GeForce RTX. O sistema utilizará um modelo transformer de 2ª geração para melhorar a qualidade das imagens em cenas com ray tracing e path tracing. Segundo a empresa, a atualização trabalha em conjunto com os demais avanços do DLSS 4.5 para entregar imagens mais nítidas sem sacrificar o desempenho. A liberação virá acompanhada de um vídeo oficial que demonstra as melhorias em ação.
O que é Ray Reconstruction
Ray Reconstruction é uma técnica que substitui parte dos métodos tradicionais de denoising manual por renderização neural, permitindo melhor qualidade visual e ganhos de frame rate. O recurso analisa dados temporais e espaciais do motor do jogo para reconstruir pixels em regiões tipicamente ruidosas de frames ray-traced. A Nvidia treinou o novo modelo em seus supercomputadores, ampliando a capacidade do sistema de gerar pixels de maior fidelidade. Essa abordagem dispensa, em muitos casos, a necessidade de filtros de remoção de ruído ajustados manualmente, acelerando a adoção em títulos compatíveis.
Integração entre denoising e Super Resolution
A última versão unifica as funções de denoising com o DLSS Super Resolution em um único modelo, criando eficiências na análise de dados de movimento e pixels. O novo sistema tem um denoiser mais eficiente, que oferece 35% mais capacidade de computação em relação ao modelo anterior. Além disso, o modelo processa cerca de 20% mais parâmetros sem impacto perceptível no desempenho, segundo a fabricante. Essa convergência permite imagens mais nítidas e estáveis enquanto mantém alta fidelidade visual nos jogos modernos.
Consciência espacial e estabilidade temporal
Com consciência espacial mais profunda, o modelo entende melhor a cena e decide onde e como amostrar pixels para obter resultados mais precisos. Isso resulta em iluminação mais correta, movimentos mais suaves e maior estabilidade temporal em cenas que usam ray tracing e path tracing. A tecnologia aproveita tanto dados espaciais quanto históricos de frames para reduzir artefatos e oscilações na imagem. O ganho se mostra particularmente útil em cenas complexas, onde amostras de raios ficam mais escassas e ruidosas.
No lançamento, a Nvidia informou que a Ray Reconstruction do DLSS 4.5 será compatível com 27 jogos, incluindo títulos de grande porte e produções recentes. Entre os nomes confirmados estão Everspace 2, Alan Wake 2, Crimson Desert, Cyberpunk 2077 e DOOM: The Dark Ages. Outros jogos listados incluem Directive 8020, Star Wars Outlaws, Indiana Jones and the Great Circle, Pragmata, Resident Evil Requiem e Hogwarts Legacy. A adoção pelos estúdios promete ampliar rapidamente a presença do recurso em diferentes gêneros e engines.
Geração dinâmica de múltiplos frames
Outra peça do DLSS 4.5 é a Dynamic Multi Frame Generation, que amplia a geração de frames por múltiplos em relação às versões anteriores. A novidade pode oferecer um multiplicador de até 6X sobre as iterações anteriores de Multi Frame Generation, que já chegavam a 4X. Essa tecnologia também melhora a sincronização entre a saída da GPU e a taxa de atualização do monitor, gerando frames adicionais apenas quando o display consegue reproduzi-los. Por exemplo, em displays com 144 Hz, o sistema evita extrapolar esse limite em detrimento de outros fatores de desempenho.
O avanço geral do DLSS 4.5 é sustentado por um modelo transformer treinado com um conjunto de dados ampliado em relação ao predecessor. Essa ampliação no dataset e na arquitetura do modelo é o que permite melhor generalização em diferentes cenas e condições de iluminação. Ao mesmo tempo, existem debates sobre os rumos das próximas gerações, como o DLSS 5, especialmente sobre impacto em workflows de desenvolvimento e visuais esperados pelos jogadores. Mesmo assim, a entrega do DLSS 4.5 deve trazer ganhos imediatos para quem usa GPUs GeForce RTX.
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