Far Cry 7: Ubisoft adia o lançamento e fala em abandonar fórmula tradicional da franquia

A série Far Cry pode estar prestes a passar por uma das maiores mudanças de sua história. Segundo um relatório do Insider Gaming, o aguardado Far Cry 7, também conhecido pelo codinome Blackbird, teve sua data de lançamento adiada internamente de 2025 para 2026. Além dele, outro projeto baseado na franquia, um shooter de extração chamado Maverick, também sofreu um atraso.

O motivo por trás do adiamento? A Ubisoft estaria trabalhando em uma revolução completa no gameplay da série, abandonando parte da fórmula tradicional que consolidou a franquia ao longo dos anos. Isso inclui mudanças na jogabilidade básica, sistemas de loot, inventário e até mesmo a movimentação dos personagens.

Um novo Far Cry em desenvolvimento: o que esperar?

A Ubisoft parece determinada a revitalizar Far Cry, mantendo sua essência de mundo aberto e tiro em primeira pessoa, mas com grandes ajustes para oferecer uma experiência renovada. Entre as mudanças planejadas estão melhorias significativas na mobilidade dos personagens. Os jogadores terão à disposição mecânicas modernas como:

  • Sprint tático
  • Deslizes e vaulting (superar obstáculos com agilidade)
  • Melhor fluidez na navegação pelo cenário

Essas mudanças prometem um gameplay mais dinâmico e tático, aproximando a franquia de outros shooters modernos.

Além disso, Far Cry 7 está sendo descrito como uma experiência intensa, com uma estrutura de tempo real inovadora. Segundo as informações vazadas, o jogo contará com uma contagem regressiva de 24 horas no mundo do jogo (equivalente a 72 horas no tempo real), durante as quais os jogadores precisarão resgatar sua família. A história envolve um culto de teorias da conspiração que realiza experimentos com drogas em animais e humanos.

Essa abordagem, que insere um senso de urgência e pressão constante, pode representar uma mudança significativa no tom da franquia.

Maverick: Ubisoft aposta em shooter de extração

Além de Blackbird, a Ubisoft está desenvolvendo outro título da franquia sob o codinome Maverick. Esse jogo será um shooter de extração ambientado nas paisagens selvagens do Alasca, onde os jogadores enfrentarão tanto os perigos do ambiente quanto uns aos outros.

Para quem não está familiarizado com o conceito, shooters de extração, como Escape from Tarkov, focam em missões onde os jogadores precisam entrar em uma zona perigosa, coletar recursos ou completar objetivos e sair vivos. O risco é alto, pois ao morrer, os jogadores podem perder todos os equipamentos que estavam carregando.

Embora esse subgênero tenha ganhado popularidade recentemente, especialmente no cenário multiplayer competitivo, a recepção de Maverick ainda é incerta. Muitos fãs têm receio de que a Ubisoft esteja apenas seguindo uma tendência do mercado em vez de investir em algo mais inovador e fiel às raízes de Far Cry.

Expectativas divididas: inovação ou risco?

Por um lado, as mudanças prometidas para Far Cry 7 parecem ambiciosas e bem-vindas. A franquia, apesar de bem-sucedida, já vinha sendo criticada por repetir uma fórmula muito semelhante entre os títulos recentes. Reformular a jogabilidade, adicionar mecânicas de tempo real e explorar novas temáticas narrativas pode ser exatamente o que a série precisa para se reinventar.

Por outro lado, a aposta em Maverick como um shooter de extração levanta preocupações entre os fãs de longa data. A Ubisoft tem um histórico de entrar em gêneros populares, mas nem sempre com o nível de qualidade ou originalidade esperados. Jogos como Hyperscape, o battle royale da Ubisoft que fracassou rapidamente, são exemplos de como seguir tendências pode sair pela culatra.

O que faz Far Cry funcionar?

Ao longo dos anos, Far Cry se destacou por suas vastas paisagens abertas, vilões carismáticos e mecânicas de exploração envolventes. A liberdade de abordar missões de diferentes maneiras sempre foi um ponto forte, assim como o nível de imersão que seus mundos proporcionam. No entanto, os títulos mais recentes, como Far Cry 5 e Far Cry 6, foram criticados por oferecer pouco em termos de inovação, mesmo com narrativas interessantes e visuais impressionantes.

Se Far Cry 7 conseguir equilibrar suas raízes com as novas mecânicas, a Ubisoft pode entregar um jogo que atraia tanto os fãs antigos quanto novos jogadores em busca de algo fresco.

O desafio está em garantir que essas mudanças não descaracterizem a essência da franquia. Afinal, a liberdade, a exploração e os momentos caóticos de combate sempre foram as principais marcas registradas de Far Cry.

Eduardo Reis

Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.
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