Star Wars: Fate of the Old Republic não terá 200 horas nem usará IA generativa

Direção do jogo e uso de IA

Casey Hudson, diretor de Star Wars: Fate of the Old Republic, comentou detalhes do projeto em entrevista recente. Ele afirmou que não pretende dedicar cinco a sete anos a um único título, preferindo um ritmo de desenvolvimento mais ágil. Hudson confirmou que a equipe não está utilizando IA generativa na produção do jogo. Segundo ele, essa tecnologia é “criativamente sem alma” e pouco útil para os objetivos narrativos da equipe.

Duração e estrutura

Hudson também deixou claro que o jogo não será excessivamente longo e que maior duração não significa melhor experiência. Ele questionou a lógica de títulos com 200 horas quando muitos jogadores, ao investir 20 horas, ainda podem estar presos ao primeiro ato. A intenção é oferecer uma estrutura em que o público consiga avançar, absorver a narrativa e concluir a história sem sentir que partes essenciais ficaram inacessíveis. A equipe busca equilibrar ambição e acessibilidade para garantir satisfação ao jogador.

Financiamento e novos estúdios

O executivo Simon Zhu deixou a NetEase para fundar a GreaterThan Group, um holding voltado a publicar projetos de jogos com liberdade criativa. Zhu afirmou que a empresa já arrecadou US$40 milhões, o equivalente a cerca de R$212 milhões, e recebeu compromissos por quase US$60 milhões adicionais — quase R$318 milhões. Ele preferiu não divulgar os nomes dos investidores por questões de privacidade, mas descreveu-os como empreendedores bem-sucedidos nas áreas de tecnologia e jogos. O foco do grupo é oferecer capital e apoio para estúdios desenvolverem projetos ambiciosos sem comprometer visão criativa.

Visão sobre o mercado e prioridades

Segundo Zhu, muitos grandes players mudaram o foco para outras tecnologias, com o capital migrando para investimentos em IA, o que deixou espaço para novos investidores e estúdios independentes. Essa redistribuição de recursos criou uma oportunidade para financiar experiências de jogo mais autorais. Zhu defende que é possível conciliar satisfação dos jogadores, sucesso comercial e mérito artístico sem sacrificar um objetivo pelo outro. A proposta é dar aos melhores criadores a chance de trabalhar em projetos nos quais realmente acreditam, beneficiando público e mercado.

Projetos paralelos e equipe

Além de apoiar Fate of the Old Republic, a GreaterThan Group financia um novo projeto de tiro do estúdio BulletFarm, liderado por David Vonderhaar. Vonderhaar afirmou que o título não pretende replicar fórmulas estabelecidas, descrevendo-o como “se David Lynch fizesse shooters” para enfatizar uma direção estética e autoral. Ele também ressaltou que o jogo não busca ser um “Call of Duty killer”, mas sim algo com personalidade própria. Paralelamente, a Arcanaut Studios continua ampliando sua equipe com veteranos que trabalharam em Mass Effect e Knights of the Old Republic, esperando combinar financiamento e talento para entregas narrativas sólidas.

Eduardo Reis

Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.
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