Funcionários do Build A Rocket Boy processam estúdio por monitoramento sem consentimento
Processo e acusações
Funcionários do estúdio Build A Rocket Boy entraram com uma ação judicial alegando violações de privacidade relacionadas ao uso de software de monitoramento em máquinas de trabalho. Os autores da ação são membros do sindicato Independent Workers’ Union of Great Britain (IWGB) e dizem que a instalação ocorreu sem o conhecimento ou consentimento dos trabalhadores. Segundo a reclamação coletiva, o software teria sido usado para vigiar atividades e gerar desconforto no ambiente profissional. O caso chegou à Justiça após tentativas internos de resolução falharem.
Instalação e retirada do software
Representantes do sindicato afirmam que o programa de monitoramento foi removido apenas depois que cerca de 40 funcionários assinaram um processo coletivo reclamando da prática. De acordo com os relatos, os líderes do estúdio reconheceram a instalação do software durante reuniões internas, mas não detalharam quais dados foram coletados ou por que a ferramenta foi implantada. Esses registros de reunião vazaram e aumentaram a pressão sobre a companhia para esclarecer os métodos de vigilância adotados.
O que o sindicato alega
O IWGB alega que o uso do software ultrapassou o propósito legítimo de acompanhar produtividade ou proteger sistemas, violando leis de proteção de dados e a dignidade dos trabalhadores. Entre as práticas apontadas estão o registro de pressionamentos de teclas, captura de imagens da tela e gravação de áudio do microfone, segundo a denúncia. O sindicato considera que esse nível de monitoramento, especialmente quando ativo em residências, exige consentimento claro e transparência que, segundo os trabalhadores, não ocorreu. A alegação central é que a medida gerou um ambiente de desconfiança e impacto negativo na qualidade do trabalho.
Reclamações paralelas e clima interno
Além do processo relacionado à vigilância, membros do sindicato protocolaram ações sobre a condução de processos de demissão anunciados em março, afirmando irregularidades na gestão das redundâncias. Um dos signatários, o animador cinematográfico Chris Wilson, descreveu a cultura interna como marcada por sigilo excessivo e microgerenciamento, definindo-a como a pior que já encontrou em duas décadas na indústria. Esses relatos apontam para um desgaste maior entre equipe e direção, que inclui dúvidas sobre tomadas de decisão e comunicação. A acumulação de queixas reforçou a mobilização coletiva dentro do estúdio.
Resposta do estúdio
Os co-líderes do estúdio admitiram que houve instalação do software, mas limitam as informações públicas citando investigações em andamento e riscos legais. Em comunicado sobre as demissões, a liderança mencionou impactos externos ao período de lançamento do jogo e disse trabalhar com parceiros e consultores jurídicos para apurar problemas de espionagem corporativa e sabotagem organizada. Por conta dessas apurações, a empresa declarou que não pode divulgar detalhes completos do caso no momento, argumentando que isso pode comprometer medidas legais futuras. Enquanto isso, as tensões entre equipe e direção permanecem sem resolução pública clara.
Situação do jogo e suporte pós-lançamento
MindsEye foi lançado para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S em junho de 2025, e desde então recebeu atualizações de pós-lançamento fornecidas pelo estúdio. A recepção crítica ao título foi majoritariamente negativa, mas a equipe técnica continuou a entregar patches e ajustes para a comunidade de jogadores. Esses esforços de suporte, no entanto, não impediram que as questões internas ganhassem atenção da imprensa e de entidades trabalhistas. O desfecho do processo e das investigações pode influenciar a reputação do estúdio e o futuro do suporte ao jogo.
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