Ubisoft Barcelona anuncia demissões após lançamento de Assassin’s Creed Black Flag Resynced

Demissões no estúdio após lançamento
A Ubisoft anunciou cortes no estúdio de Barcelona pouco depois do lançamento de Assassin’s Creed Black Flag Resynced, deixando funcionários e parte da comunidade em choque. Fontes internas indicam que 51 trabalhadores foram afetados pelo processo de redundância coletiva (ERE), o que equivale a quase um terço do quadro do estúdio. A medida faz parte de um plano de contenção de custos mais amplo dentro da empresa, segundo relatos dos próprios ex-funcionários. Mesmo com o título chegando ao mercado, a celebração foi substituída por incerteza entre as equipes.
Como as demissões foram comunicadas
Funcionários afirmam que a equipe foi informada do ERE cerca de duas semanas antes do lançamento oficial do jogo, o que gerou surpresa e indignação interna. A resposta dos trabalhadores incluiu a convocação de greves organizadas pelo comitê sindical coordenador do setor, programadas para as tardes de terças e quintas entre 30 de junho e 16 de julho. Ao todo, estão previstas até seis paralisações ao longo de três semanas, em protesto contra as dispensas e pela busca de garantias. Os empregados exigem que a Ubisoft reverta as demissões e ofereça proteção contra cortes futuros por pelo menos cinco anos.
Mensagens de apoio e repercussão
Vários colegas e profissionais da própria Ubisoft expressaram solidariedade publicamente em redes sociais e posts, ressaltando a contribuição do time de Barcelona para o produto final. A QA lead que trabalhou no projeto compartilhou sentimento de gratidão pelos colegas e frustração com a forma como sua saída foi conduzida. Outro desenvolvedor destacou que sem o esforço desses profissionais o jogo não teria chegado ao lançamento, ressaltando a contradição entre o sucesso do título e as demissões. Essas manifestações apareceram em plataformas públicas e repercutiram entre jogadores e profissionais do setor.
Reivindicações dos trabalhadores
Além de pedir a reversão imediata das demissões, os funcionários exigem garantias contratuais que impeçam novos cortes no estúdio durante um período mínimo de cinco anos. A perda de 51 postos preocupa especialmente por reduzir a capacidade de desenvolvimento local e alterar o futuro de projetos propostos pela equipe. Como forma de pressão, as greves e a mobilização interna buscam forçar negociações com a direção da empresa. O impacto sobre a moral e a retenção de talentos pode se estender além de Barcelona se a situação não tiver resolução clara.
Impacto no lançamento e críticas dos jogadores
O jogo foi lançado para PC, PS5 e Xbox Series X/S e alcançou visibilidade significativa na comunidade de jogadores, apesar das controvérsias. Nas plataformas de avaliação, o título registrou avaliações mistas, com críticas apontando para pacotes adicionais pagos e limitações técnicas como um limite de 30 FPS em algumas cutscenes. Internamente, a celebração do lançamento foi reduzida — relatos dizem que a festa oficial foi substituída por um encontro simples com buffet no próprio estúdio. Essa dissonância entre recepção comercial e clima interno tem alimentado o debate sobre prioridades da empresa.
O que vem a seguir
Com os trabalhadores em mobilização, resta acompanhar se a Ubisoft abrirá negociações formais e quais concessões poderão ser oferecidas ao quadro de Barcelona. A decisão também deve influenciar a percepção do mercado e a confiança das equipes em futuras iniciativas locais. Para muitos profissionais, a exigência por garantias de emprego é central para recuperar estabilidade e permitir que novos projetos sejam desenvolvidos no estúdio. Até que haja uma solução, a situação permanece tensa e observada de perto pela indústria.
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