Os melhores jogos cooperativos locais do Steam
O Steam tem uma biblioteca enorme de experiências para jogar a dois ou em grupo, e isso inclui uma quantidade surpreendente de títulos com cooperativo local. Como o PC costuma ser associado mais ao online do que ao sofá, muita gente esquece que a plataforma também reúne ótimos jogos para dividir a tela. O resultado é uma seleção que vai de aventuras narrativas a pancadaria arcade, passando por RPGs longos e propostas mais relaxantes. Entre tanta oferta, alguns nomes se destacam com folga.
Reunimos aqui os melhores jogos cooperativos locais do Steam para quem quer montar uma sessão com amigos sem perder tempo procurando. A ideia é cobrir estilos diferentes e indicar opções que funcionam bem em grupos pequenos ou em dupla. Há jogos pensados exclusivamente para dois jogadores e outros que brilham com mais gente na mesma sala. Em comum, todos entregam boas ideias para transformar uma noite comum em uma jogatina memorável.
Split Fiction
A aventura cooperativa mais inventiva da lista


A Hazelight volta a mostrar por que virou referência quando o assunto é cooperação obrigatória. Em Split Fiction, não existe campanha solo: tudo foi desenhado para duas pessoas avançarem juntas, com papéis que se complementam o tempo todo. A história acompanha Zoe e Mio, duas escritoras presas em mundos criados a partir das próprias ideias, depois de terem o trabalho roubado por uma corporação. O ponto forte é a variedade, já que cada fase troca de cenário, ritmo e mecânica com muita criatividade.
O jogo alterna entre fantasia e ficção científica sem perder coesão, e isso mantém a experiência sempre fresca. Em um momento, você está em uma sequência de plataforma mais tradicional; no outro, precisa improvisar para resolver uma situação que muda completamente a dinâmica da dupla. A narrativa também ajuda, com protagonistas carismáticas e um humor que funciona bem ao longo da campanha. Se a sua dupla gostou de It Takes Two, há grandes chances de se divertir ainda mais aqui.
Baldur’s Gate 3
RPG longo e flexível para quem gosta de campanha de verdade

Depois de elevar o nível dos RPGs táticos com Divinity: Original Sin 2, a Larian Studios entregou um projeto ainda mais ambicioso. Baldur’s Gate 3 passou anos em acesso antecipado antes de chegar ao formato final, e a recepção só confirmou o tamanho do acerto. É um RPG profundo, reativo e capaz de consumir dezenas de horas sem parecer repetitivo. A melhor parte é que ele também funciona muito bem em cooperativo local com tela dividida.
Dois jogadores podem entrar na mesma campanha desde o início ou se juntar a uma aventura já em andamento. Como a tela dividida libera cada personagem para agir de forma relativamente independente, a dupla ganha bastante liberdade para explorar, conversar e resolver problemas do seu próprio jeito. Isso torna a experiência mais orgânica do que em muitos RPGs cooperativos, que costumam prender os participantes ao mesmo ponto do mapa. Para quem quer algo mais extenso e estratégico, é uma das escolhas mais fortes do Steam.
Teenage Mutant Ninja Turtles: Splintered Fate
As Tartarugas em uma fórmula roguelite que funciona muito bem

Há muitos jogos das Tartarugas Ninja, mas poucos aproveitam tão bem a ideia de jogar em grupo quanto Teenage Mutant Ninja Turtles: Splintered Fate. A estrutura lembra bastante a de um roguelite de ação, com corridas curtas, melhorias temporárias e uma boa dose de repetição pensada para evoluir o personagem aos poucos. A missão é resgatar o Mestre Splinter enquanto a equipe enfrenta hordas de inimigos e chefes pelo caminho. No cooperativo, a proposta ganha fôlego extra porque as lutas ficam mais caóticas e divertidas.
O sistema de progressão traz escolhas interessantes a cada sala limpa, e as habilidades permanentes ajudam a construir estilos de jogo diferentes. Ainda assim, o fator que mais pesa a favor do título é a presença de outra pessoa ao lado, porque a repetição natural do gênero se dilui quando há coordenação entre amigos. Sozinho, ele pode cansar mais rápido; em dupla, a energia do combate se sustenta por muito mais tempo. Para quem quer ação cooperativa com personalidade, é uma boa pedida.
Marvel Cosmic Invasion
Pancadaria acessível com heróis da Marvel

O estúdio por trás de TMNT: Shredder’s Revenge voltou a acertar em cheio com outro beat ‘em up vibrante e fácil de gostar. Marvel Cosmic Invasion aposta em lutas rápidas, visual caprichado e uma seleção de personagens que fazem jus ao universo da Marvel. O jogo pode ser aproveitado sozinho, mas melhora bastante quando entra no clima de sofá com amigos. A graça está justamente em montar combinações de heróis que se completam bem na pancadaria.
Como a estrutura é direta e muito responsiva, a curva de aprendizado é amigável até para quem não costuma jogar esse tipo de ação. Ao mesmo tempo, a variedade de golpes e o ritmo dos encontros deixam espaço para partidas mais empolgadas, especialmente quando todo mundo começa a explorar sinergias entre os personagens. O enredo fica em segundo plano, e isso combina com a proposta de ação desenfreada. Se a ideia é pegar um jogo para rir, avançar e repetir fases sem complicação, ele cumpre o papel com folga.
Rotwood
Combate rápido, progressão persistente e clima de roguelite

Rotwood é um caso curioso, porque mistura elementos de beat ‘em up, roguelite e progressão de base em uma fórmula que rende boas sessões com amigos. O combate é ágil, as animações são bonitas e há espaço para personalização tanto estética quanto mecânica. As armas e os combos ajudam a manter cada tentativa com uma sensação diferente. Para grupos que só querem algo novo para experimentar juntos, ele entrega bastante valor.
Ao mesmo tempo, a trajetória do jogo foi irregular e isso acabou afetando sua reputação ao longo do tempo. Algumas atualizações não agradaram a comunidade, e certos itens importantes demoram demais para ser desbloqueados. Mesmo assim, a base continua sólida, com sistemas que fazem sentido quando a ideia é repetir runs em cooperação. É uma escolha menos óbvia, mas pode render bem se o grupo gostar de experimentar.
PowerWash Simulator 2
Relaxar limpando tudo ao lado de outra pessoa

PowerWash Simulator 2 amplia a proposta do primeiro jogo com mais mapas, mais objetos para lavar e a mesma sensação estranhamente terapêutica de terminar uma tarefa por completo. O modo cooperativo local de duas pessoas combina perfeitamente com a estrutura da campanha, já que as missões são pensadas para serem compartilhadas sem stress. Mesmo com alguns problemas técnicos que ainda exigem ajustes, a base do jogo continua muito forte. Quem curte propostas tranquilas encontra aqui uma ótima forma de jogar em dupla.
A rotina de trabalho fictícia é simples: aceitar empregos, limpar áreas sujas e ver tudo ganhar aparência nova aos poucos. Parece trivial, mas há algo muito satisfatório em dividir tarefas e acompanhar o progresso lado a lado. É o tipo de jogo que funciona bem depois de um dia cansativo, justamente por não exigir pressa nem reflexos absurdos. Se a sua dupla prefere algo calmo em vez de caos constante, vale prestar atenção nele.
Absolum
Beat ‘em up veloz com elementos de roguelite

Quem gosta de briga de rua em ritmo acelerado encontra em Absolum uma combinação muito eficiente de acessibilidade e profundidade. O jogo vem da mesma equipe que trabalhou em Streets of Rage 4, e isso fica claro no cuidado com o impacto dos golpes e na leitura visual dos combates. Aqui, a estrutura roguelite adiciona variedade e aumenta a vontade de repetir partidas. O resultado é uma ação que parece fácil de pegar, mas guarda espaço para domínio real.
Os personagens disponíveis têm estilos bem distintos, o que incentiva duplas a formarem combinações que façam sentido em vez de escolherem apenas os favoritos. A campanha também é mais longa do que a média do gênero, o que ajuda a sustentar o interesse por mais tempo. Como boa parte da diversão vem da repetição de runs com pequenas mudanças, o cooperativo deixa tudo mais saboroso. É uma excelente opção para quem quer pancadaria com cara de jogo moderno.
It Takes Two
Um dos melhores jogos de dupla já feitos


A Hazelight tem várias obras marcantes, mas It Takes Two segue como o trabalho mais celebrado do estúdio. A aventura acompanha um casal em crise que é encolhido e forçado a atravessar um mundo de fantasia para tentar consertar a relação. A premissa poderia soar comum, mas o jogo se destaca pela criatividade constante, pelos cenários caprichados e pela troca incessante de mecânicas. Tudo foi pensado para depender de duas pessoas o tempo inteiro.
O tema do relacionamento é refletido diretamente na jogabilidade, já que cada desafio pede comunicação e colaboração real. À medida que Cody e May avançam, a dinâmica entre os dois personagens ajuda a reforçar a narrativa e dá mais peso às fases mais inventivas. É um daqueles raros jogos que parecem sempre encontrar uma nova ideia antes de cansar o jogador. Para muita gente, continua sendo a referência máxima quando o assunto é cooperativo local.
Vampire Survivors
Mesmo em grupo, continua sendo viciante

Vampire Survivors já era um fenômeno no Steam quando o cooperativo local chegou, e a adição caiu muito bem. Até quatro jogadores podem entrar juntos para enfrentar ondas absurdas de inimigos enquanto cada um escolhe personagens e armas diferentes. A experiência principal continua praticamente intacta, mas alguns ajustes finos ajudam a acomodar a presença de mais pessoas na tela. Quem gosta do modo solo provavelmente também vai se divertir em grupo.
O interessante é que o cooperativo aqui funciona mais como um bônus do que como o centro da proposta. Ainda assim, ele cria momentos caóticos e divertidos, especialmente quando a tela enche de efeitos e personagens parecidos. Os desenvolvedores também incluíram opções para reduzir a confusão visual, o que ajuda bastante em partidas locais. É uma escolha segura para quem quer ação barata, direta e extremamente viciante.
Path of Exile 2
Um RPG de ação promissor mesmo em acesso antecipado

Path of Exile 2 ainda está em acesso antecipado, mas já mostra um pacote bastante sólido para fãs de RPG de ação. A sequência amplia a fórmula do original com combate mais satisfatório, variedade impressionante de construções e um sistema que recompensa planejamento. No PC, o cooperativo local de duas pessoas entra com suporte a controle e deixa a experiência mais próxima de um jogo de sofá do que o antecessor. Para quem quer algo grande e com potencial de longo prazo, ele já merece atenção.
Como ainda está em desenvolvimento, é normal encontrar arestas, mudanças frequentes e partes que podem se transformar bastante até o lançamento final. Mesmo assim, o material disponível já aponta para uma base muito forte, com classes que se complementam bem em grupo. O modo cooperativo combina naturalmente com a ideia de montar personagens diferentes para cobrir funções variadas. Se a dupla gosta de construir, testar e evoluir ao longo do tempo, esse é um nome para acompanhar de perto.
Sou entusiasta de Tecnologia, Gamer, Blogueiro e Editor do Portal do Pixel.