Review Alan Wake 2 é um Jogo Sensacional!

Review Alan Wake 2 é um Jogo Sensacional!

A aguardada sequência que redefine um clássico!

Chamar um jogo de ambicioso pode vir com uma ressalva implícita. Um jogo com grande ambição pode ser algo que alcança altos patamares, mas também pode ser aquele que não chega lá. “Alan Wake 2” é um dos jogos mais ambiciosos que já joguei, mas não entenda mal, ele não fica aquém de seus objetivos elevados. Pelo contrário, “Alan Wake 2” alcança praticamente tudo o que a desenvolvedora Remedy Entertainment se propôs a fazer. É um jogo que se sente novo e arriscado, executado com confiança e clareza de visão. O resultado final é uma sequência única que redefine sua série, abre novos caminhos na narrativa de videogames e se destaca como um monumento a um estúdio que liberou todo o seu potencial.

O retorno de Alan Wake após 13 anos

Retomando 13 anos após os eventos do jogo original, “Alan Wake 2” é feito com dois públicos em mente: aqueles que podem ser novos em sua trama misteriosa e aqueles que têm decorado um quadro de cortiça figurativo com linhas vermelhas em suas mentes por mais de uma década. Esta é uma maneira inteligente de ampliar o apelo a um público maior que a Remedy executa dividindo o jogo em duas campanhas, ambas se desenrolando usando uma estrutura não convencional.

Duas histórias entrelaçadas

Em uma campanha, a agente especial do FBI, Saga Anderson, chega à outrora pacata Bright Falls, Washington, para investigar uma série de desaparecimentos e assassinatos ritualísticos. Saga é acompanhada por seu parceiro, Alex Casey, e se torna o proxy perfeito para os não iniciados, pois logo é envolvida na justaposição da atmosfera discreta, mas assustadora, de Bright Falls e seus habitantes peculiares e muitas vezes animados. Investigando cenas de crime em uma floresta perturbadora rica em folclore, a história de Saga combina os sentimentos rústicos e premonitórios de “The Blair Witch Project” com a tenacidade implacável de um drama criminal sombrio à la Fincher.

A outra campanha, por sua vez, permite que você jogue como o titular Alan Wake e comece em um reino de pesadelo chamado Dark Place, onde Alan está preso desde o final do primeiro jogo. Este espaço malévolo se alimenta de arte e memórias, criando uma prisão personalizada para todos que entram nele.

A narrativa como protagonista

Por mais diferentes que sejam, as duas histórias parecem igualmente cruciais para a trama. Embora possa ser tentador seguir uma história antes de passar para a outra, o jogo faz um caso convincente para abraçar a natureza entrelaçada da narrativa. Os jogadores podem alternar entre os protagonistas em intervalos frequentes usando pontos de interação encontrados em muitos dos quartos seguros do jogo, adicionando um toque narrativo que traz tanta personalidade e também pode alterar drasticamente a experiência. Dito isso, a narrativa não perde seu brilho se você optar por adotar a abordagem um-depois-do-outro.

As histórias de Saga e Alan se entrelaçam em momentos, e de alguma forma a Remedy garantiu que as mudanças tonais nunca prejudicassem a experiência geral, mas sim oferecessem mais textura. Dependendo da ordem em que você experimenta cada capítulo, você pode ter uma sequência que pareça sinistra e premonitória, enquanto outro jogador que tenha seguido um caminho diferente pode ver os mesmos eventos como ironia dramática, sabendo que o herói está entrando na maldade. Ao jogar todos os ângulos, a história completa se torna visível, o que é especialmente bem tratado e bem escondido, dado como a ficção se mistura com a realidade e o tempo se move de forma diferente no Dark Place, fazendo com que a verdade de qualquer cena pareça obscura.

Uma verdadeira experiência de terror de sobrevivência

Enquanto “Alan Wake” de 2010 tinha elementos de terror, “Alan Wake 2” é uma verdadeira experiência de terror de sobrevivência, completa com muitos dos pontos estabelecidos do gênero. Como qualquer personagem, você precisará gerenciar um inventário limitado de munição, baterias e outros itens essenciais, enquanto enfrenta inimigos que são tanto uma ameaça física quanto psicológica. A jogabilidade é tensa e a atmosfera é densa, com a escuridão sempre à espreita e ameaçando engolir tudo. A iluminação é usada de maneira brilhante, tanto literal quanto figurativamente, com a lanterna de Alan sendo uma ferramenta essencial em sua busca para iluminar a escuridão e revelar os horrores que se escondem nela.

A jogabilidade em si é uma evolução do original, com mecânicas refinadas e uma sensação mais moderna. A Remedy também introduziu novos inimigos e desafios, garantindo que os jogadores nunca se sintam muito confortáveis ou familiarizados com o que está por vir. A trilha sonora, composta por Petri Alanko e Poets of the Fall, é uma obra-prima por si só, com faixas que variam de melancólicas a intensamente dramáticas, complementando perfeitamente a atmosfera do jogo.

Conclusão: Uma obra-prima que redefine o gênero

Em resumo, “Alan Wake 2” é uma sequência que supera seu antecessor em quase todos os aspectos. É um jogo que não tem medo de correr riscos e desafiar as expectativas, e o resultado é uma experiência inesquecível que redefine o que um videogame pode ser. A Remedy Entertainment entregou uma obra-prima que é ao mesmo tempo uma carta de amor aos fãs de longa data e um convite atraente para novos jogadores. Se você é um fã de narrativas envolventes e jogabilidade tensa, “Alan Wake 2” é imperdível.